Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Uma criança de 3 anos de idade está sentada no assento de trás de um veículo, sem restrição, quando ocorre uma colisão automobilística em baixa velocidade. A criança bate a cabeça no interior do automóvel. Ela está desperta e chorando no local. Ela tem uma laceração evidente no couro cabeludo, hematomas periorbitais bilaterais e sangramento da narina direita. Quais das seguintes ações são MAIS apropriadas no tratamento dessa criança?
Trauma pediátrico: ABCDE + imobilização cervical manual imediata + controle de sangramentos externos.
Em qualquer trauma pediátrico, a prioridade é a avaliação e estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), sempre com imobilização manual da coluna cervical desde o primeiro contato. O controle de sangramentos externos é importante, mas não deve preceder a avaliação primária e a proteção da coluna.
O manejo inicial de uma criança traumatizada segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), adaptados para a pediatria, com foco na avaliação primária (ABCDE) e na identificação e tratamento de lesões com risco de vida imediato. A prioridade máxima é garantir a permeabilidade das vias aéreas, a adequação da respiração e a estabilidade circulatória, sempre com a proteção da coluna cervical. Dada a fragilidade da coluna cervical em crianças e o mecanismo de trauma, a imobilização manual da coluna cervical é uma medida inicial indispensável. A avaliação da permeabilidade das vias aéreas (A) deve ser feita concomitantemente com a imobilização cervical manual. Em seguida, avalia-se a respiração (B), garantindo ventilação adequada, e a circulação (C), controlando hemorragias externas com pressão direta e avaliando sinais de choque. A avaliação neurológica (D) e a exposição completa do paciente (E) vêm na sequência. A intubação traqueal, embora possa ser necessária, não é a primeira ação em um paciente desperto e chorando, a menos que haja comprometimento iminente das vias aéreas. O controle de sangramentos externos, como lacerações no couro cabeludo e epistaxe, é importante para minimizar a perda volêmica, mas deve ser realizado após a estabilização das funções vitais e a proteção da coluna cervical. A abordagem sistemática e priorizada é fundamental para otimizar o prognóstico em crianças vítimas de trauma.
A imobilização cervical manual é crucial para prevenir ou minimizar lesões secundárias da medula espinhal em casos de suspeita de trauma cervical, devendo ser mantida desde o primeiro contato até que a coluna seja liberada radiologicamente ou clinicamente.
A avaliação primária segue a sequência: A (Vias Aéreas com proteção cervical), B (Respiração), C (Circulação com controle de hemorragias), D (Déficit neurológico) e E (Exposição/Controle de ambiente). Cada etapa deve ser avaliada e tratada antes de prosseguir.
Sangramentos externos evidentes, como lacerações no couro cabeludo e epistaxe, devem ser controlados com pressão direta. No entanto, essa ação deve ser realizada após a estabilização das vias aéreas, respiração e circulação, para evitar desviar o foco das prioridades vitais.
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