SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Motorista, 30 anos, sexo feminino, vítima de acidente automobilístico, sofreu traumatismo abdominal com transecção pancreática distal e lesão ductal. O tratamento indicado é
Trauma pancreático distal com lesão ductal → pancreatectomia distal.
Lesões pancreáticas traumáticas com transecção do ducto principal, especialmente na cauda ou corpo, exigem ressecção cirúrgica (pancreatectomia distal) para prevenir complicações graves como fístulas e pseudocistos. A drenagem isolada é insuficiente.
O trauma pancreático é uma lesão abdominal grave, muitas vezes associada a outros traumas multissistêmicos. A incidência não é alta, mas a morbimortalidade é significativa devido à localização retroperitoneal do órgão e à dificuldade diagnóstica precoce. É fundamental para o residente de cirurgia reconhecer a gravidade e a necessidade de intervenção adequada. A fisiopatologia envolve a liberação de enzimas pancreáticas ativadas, que podem causar autodigestão do próprio pâncreas e tecidos adjacentes, levando a inflamação, necrose e formação de fístulas. O diagnóstico é desafiador, com a amilase sérica podendo ser normal inicialmente. A tomografia computadorizada com contraste é o principal exame de imagem para avaliar a extensão da lesão e a integridade do ducto pancreático principal. O tratamento depende da localização e gravidade da lesão. Lesões distais (corpo e cauda) com transecção do ducto principal geralmente requerem pancreatectomia distal, com ou sem esplenectomia associada. Lesões proximais são mais complexas e podem exigir procedimentos como pancreatojejunostomia ou até duodenopancreatectomia. A drenagem isolada é reservada para lesões menores sem comprometimento ductal.
Sinais podem ser inespecíficos inicialmente, incluindo dor abdominal, náuseas, vômitos, e elevação de amilase/lipase sérica. A TC com contraste é crucial para o diagnóstico.
É indicada para lesões do corpo ou cauda do pâncreas com transecção do ducto principal, lesões graves do parênquima ou quando há sangramento incontrolável.
As complicações incluem fístula pancreática, pseudocisto, abscesso, pancreatite e sepse, que podem ser fatais.
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