FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2015
Homem, 22 anos, vítima de queda de moto há 30 minutos, foi atendido pelo SAMU que evidenciou deformidade em membro inferior esquerdo. A equipe de atendimento pré -hospitalar imobilizou o membro na posição que se encontrava. Exame físico: saturação O₂= 100%, FR = 14 ipm, FC = 90 bpm, PA = 120 x 80 mmHg, Escala de Coma de Glasgow = 15. Na avaliação secundária não se palpam os pulsos distais do membro imobilizado. Nesse caso, a conduta é
Fratura com perda de pulso distal → Realinhar e imobilizar o membro para restaurar perfusão.
Em caso de fratura ou luxação com perda de pulsos distais, a prioridade é restaurar a perfusão. Isso é feito realinhando o membro e refazendo a imobilização, mesmo no ambiente pré-hospitalar, para evitar isquemia prolongada e danos irreversíveis.
Em situações de trauma ortopédico, especialmente em quedas de moto, fraturas e luxações podem levar a complicações graves, como a lesão vascular. A avaliação da perfusão distal do membro é um componente crítico da avaliação secundária no atendimento pré-hospitalar (APH). A ausência de pulsos distais em um membro imobilizado, após um trauma, indica uma emergência vascular que exige intervenção imediata. A fisiopatologia subjacente à perda de pulso distal em uma fratura ou luxação geralmente envolve a compressão ou o estiramento de vasos sanguíneos pela deformidade óssea. A isquemia resultante pode causar danos irreversíveis aos tecidos em poucas horas. Portanto, a prioridade máxima é restaurar o fluxo sanguíneo para o membro afetado. A conduta de realinhar o membro e refazer a imobilização visa descomprimir os vasos e restabelecer a perfusão. Para residentes, é fundamental compreender que, embora a imobilização seja importante, a restauração da perfusão supera a preocupação com a dor ou o risco de piorar a fratura em um primeiro momento. Após o realinhamento e a nova imobilização, se o pulso não retornar, outras investigações como ultrassonografia com Doppler ou arteriografia serão necessárias no ambiente hospitalar para identificar e tratar a lesão vascular definitiva.
A conduta inicial é tentar o realinhamento suave do membro e refazer a imobilização na posição mais anatômica possível para tentar restaurar a perfusão e evitar isquemia.
A restauração do pulso distal é crucial para prevenir a isquemia prolongada dos tecidos, que pode levar a danos nervosos, musculares e até à necrose e perda do membro.
Arteriografia ou Doppler são indicados após a tentativa de realinhamento e imobilização, se o pulso não for restaurado, para avaliar a extensão da lesão vascular e planejar a intervenção cirúrgica definitiva.
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