INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 40 anos é levado a uma unidade de pronto atendimento após sofrer um acidente de trabalho enquanto utilizava uma máquina de esmerilhamento. Ele relata que um fragmento metálico de alta velocidade ultrapassou a proteção de seus óculos e atingiu seu olho direito. O paciente apresenta dor intensa no olho afetado, com perda parcial da visão e sensação de corpo estranho. O exame físico revela laceração na conjuntiva bulbar com extravasamento espontâneo de pequena quantidade de conteúdo gelatinoso pelo olho direito. Nesse momento, antes de encaminhar o paciente para o especialista, qual é a conduta adequada para o caso?
Extravasamento de conteúdo ocular → Escudo rígido + ATB IV + Vacina Tétano (NÃO irrigar).
No trauma de globo aberto, a prioridade é evitar pressão ocular (usar escudo rígido), iniciar antibióticos sistêmicos e garantir proteção antitetânica antes da cirurgia.
O trauma ocular aberto é uma emergência oftalmológica que exige reconhecimento imediato pelo médico generalista ou emergencista. A história de fragmentos em alta velocidade (como no esmerilhamento) aumenta muito a suspeita de corpo estranho intraocular ou perfuração. O manejo inicial deve ser 'hands-off': não instilar colírios (especialmente se não forem estéreis), não realizar tonometria e não manipular o globo. O foco é a proteção mecânica com escudo rígido, analgesia, antieméticos (para evitar manobra de Valsalva ao vomitar) e encaminhamento imediato para o especialista.
O curativo oclusivo (com gaze e fita) exerce pressão direta sobre a pálpebra e, consequentemente, sobre o globo ocular. Em uma perfuração, qualquer pressão externa pode forçar a saída do conteúdo interno (humor vítreo, íris, retina), agravando irreversivelmente a lesão. O correto é o escudo rígido, que se apoia nos ossos da órbita sem tocar o olho.
Deve-se iniciar antibioticoterapia sistêmica de amplo espectro para prevenir endoftalmite, uma complicação devastadora. As fluoroquinolonas (como ciprofloxacino ou moxifloxacino) são frequentemente utilizadas devido à sua boa penetração intraocular, mas a escolha depende do protocolo institucional e do mecanismo do trauma.
Indica a ruptura da integridade do globo ocular (esclera ou córnea) com saída de humor vítreo ou corpo ciliar. É um sinal inequívoco de trauma ocular aberto que requer intervenção cirúrgica urgente por um oftalmologista para exploração e sutura da ferida.
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