PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Durante um festival de música ocorre uma grande explosão com vários feridos e mortos no local. Os socorristas dos serviços de emergência pré-hospitalar e os transeuntes começam a administrar os primeiros socorros aos feridos e iniciam a transferência dos pacientes para o hospital local. Como cirurgião geral de plantão, você e seus colegas ficam prontos no departamento de emergência e se preparam para um possível evento de múltiplas vítimas. Os administradores do hospital ativaram o plano de desastres, os responsáveis pela triagem foram designados e o plano está em vigor. Um socorrista encontra no local da explosão uma mulher apresentando uma amputação traumática abaixo do joelho com sangramento ativo, múltiplos ferimentos no tronco e dificuldade para respirar. A primeira prioridade no atendimento inicial desta paciente deve ser:
Em trauma, hemorragia exanguinante tem prioridade ABSOLUTA sobre via aérea/respiração (C-ABCDE).
Em cenários de trauma com múltiplas vítimas, especialmente com hemorragia exanguinante, a prioridade máxima é o controle da circulação para estancar o sangramento com risco de vida, mesmo antes da avaliação completa da via aérea e respiração, seguindo o conceito de C-ABCDE.
Em situações de trauma com múltiplas vítimas, como desastres ou acidentes em massa, a capacidade de priorizar o atendimento é crucial para salvar o maior número de vidas. Embora o mnemônico ABCDE seja a base do atendimento ao trauma, a presença de hemorragia exanguinante altera essa sequência, colocando o controle do sangramento como a prioridade absoluta. A hemorragia maciça é a principal causa de morte evitável no trauma. Por essa razão, o protocolo moderno de atendimento ao trauma, especialmente em ambientes pré-hospitalares e militares, adota a abordagem C-ABCDE (Catastrophic Hemorrhage, Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure). Isso significa que, antes mesmo de avaliar a via aérea, a primeira ação deve ser identificar e controlar qualquer sangramento externo com risco de vida. No caso de uma amputação traumática com sangramento ativo, a aplicação imediata de pressão direta ou um torniquete é mais urgente do que a avaliação da via aérea ou respiração, pois a perda sanguínea rápida pode levar ao choque hipovolêmico e à morte em minutos. Somente após o controle efetivo da hemorragia é que se prossegue com as demais etapas do atendimento, garantindo a estabilização do paciente e sua transferência segura para o hospital.
A abordagem C-ABCDE prioriza o controle da hemorragia catastrófica (C de Catastrophic Hemorrhage) antes da avaliação da via aérea (A), respiração (B), circulação (C), disfunção neurológica (D) e exposição (E). Isso reflete a importância de estancar sangramentos que ameaçam a vida imediatamente.
A hemorragia exanguinante é a causa mais comum de morte evitável no trauma. Sem o controle rápido do sangramento, o paciente pode evoluir para choque hipovolêmico irreversível, independentemente de uma via aérea patente ou respiração adequada.
As medidas iniciais incluem a aplicação de pressão direta sobre o local do sangramento, uso de curativos compressivos e, se necessário e disponível, a aplicação de um torniquete proximal à lesão em casos de hemorragia incontrolável em extremidades.
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