Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023
Homem, 44 anos, chega a sala de emergência após extricação prolongada de uma explosão com chamas em um edifício. Ao exame: agitado, respiração em gasping, gemente com palavras incompreensíveis, presença queimaduras severas com bolhas em sua face e corpo, múltiplas fraturas de costela palpáveis e movimento paradoxal do tórax. Qual é a melhor conduta inicial no manejo desse paciente?
Queimadura facial + trauma inalatório + sinais de obstrução via aérea → intubação orotraqueal precoce para prevenir edema.
Pacientes com queimaduras faciais e sinais de trauma inalatório (ex: respiração em gasping, gemente) têm alto risco de edema de via aérea. A intubação precoce é crucial para garantir a patência da via aérea antes que o edema a torne impossível.
O manejo da via aérea é a prioridade máxima no atendimento ao paciente traumatizado, especialmente em vítimas de queimaduras e trauma inalatório. A inalação de fumaça e gases tóxicos, combinada com o calor, pode causar lesão direta à mucosa respiratória e um edema progressivo e potencialmente fatal da via aérea superior. A identificação precoce de sinais de comprometimento da via aérea é crucial para evitar uma catástrofe. A fisiopatologia do trauma inalatório envolve a irritação química e térmica das vias aéreas, levando a broncoespasmo, inflamação e edema. Sinais como queimaduras faciais, vibrissas nasais queimadas, rouquidão, estridor, escarro carbonáceo e história de exposição em ambiente fechado são fortes indicadores. A respiração em gasping e gemente, como descrito no caso, sugere obstrução iminente. As múltiplas fraturas de costela e o movimento paradoxal do tórax indicam um tórax instável, que também compromete a ventilação. A conduta inicial mais adequada é a intubação orotraqueal com sequência rápida, antes que o edema da via aérea progrida a ponto de tornar a intubação impossível. A intubação precoce garante a patência da via aérea e permite ventilação adequada. Outras medidas, como ultrassonografia FAST ou drenagem torácica, são importantes, mas secundárias à estabilização da via aérea e respiração, conforme os princípios do ATLS.
Sinais de alerta incluem queimaduras faciais, vibrissas nasais queimadas, escarro carbonáceo, rouquidão, estridor, tosse, dispneia, respiração em gasping e história de exposição a ambientes fechados com fumaça.
O edema da via aérea superior pode se desenvolver rapidamente após o trauma inalatório, tornando a intubação progressivamente mais difícil. A intubação precoce, antes que o edema se instale, é mais segura e previne a obstrução completa.
Deve-se usar um tubo orotraqueal de maior calibre possível, antecipar uma via aérea difícil devido ao edema, e estar preparado para uma cricotireoidostomia de emergência. A sequência rápida de intubação é geralmente indicada.
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