HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020
Paciente de 35 anos, vítima de acidente com moto. Chega à Emergência do Hospital São Domingos com PA: 120 x 70mmhg, frequência cardíaca de 88bpm e frequência respiratória de 16irpm. Os exames de imagem mostram trauma hepático grau III. A conduta a ser realizada é:
Trauma hepático grau III hemodinamicamente estável → manejo conservador.
Pacientes com trauma hepático, mesmo de graus mais elevados (até IV ou V), que se apresentam hemodinamicamente estáveis e sem sinais de peritonite, podem ser manejados de forma conservadora. A estabilidade hemodinâmica é o principal critério para essa conduta, independentemente do grau da lesão.
O trauma hepático é uma das lesões mais comuns em traumas abdominais fechados, frequentemente associado a acidentes automobilísticos e quedas. Sua importância clínica reside no potencial de hemorragia significativa e instabilidade hemodinâmica, sendo uma causa relevante de morbimortalidade em pacientes traumatizados. A avaliação inicial e a classificação da lesão são cruciais para a tomada de decisão terapêutica. A fisiopatologia envolve lacerações, hematomas subcapsulares ou intraparenquimatosos, e em casos graves, avulsão de vasos ou fragmentação do parênquima. O diagnóstico é realizado principalmente por exames de imagem, como a tomografia computadorizada com contraste, que permite classificar o grau da lesão. A suspeita deve surgir em qualquer paciente com trauma abdominal, especialmente se houver dor, distensão ou sinais de choque. O tratamento do trauma hepático evoluiu significativamente, com o manejo conservador sendo a conduta preferencial para a maioria dos pacientes hemodinamicamente estáveis, independentemente do grau da lesão (até grau V). A intervenção cirúrgica (laparotomia exploradora) é reservada para casos de instabilidade hemodinâmica persistente, peritonite ou outras lesões associadas que exijam cirurgia. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas complicações como sangramento tardio, biloma ou abscesso podem ocorrer.
Os principais critérios incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de peritonite, ausência de outras lesões que exijam cirurgia e disponibilidade de monitorização intensiva e recursos para intervenção, se necessário.
O trauma hepático é classificado pela American Association for the Surgery of Trauma (AAST) em graus I a VI, baseando-se na profundidade da laceração, tamanho do hematoma e envolvimento vascular.
A laparotomia exploradora é indicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente, sinais de peritonite, evisceração, ou outras lesões intra-abdominais que demandem intervenção cirúrgica imediata.
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