Trauma Hepático: Classificação AAST e Graus de Lesão

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

Segundo a Associação Americana de Cirurgia do Trauma, uma lesão traumática do fígado, ocasionando hematoma subcapsular de 10% a 50% de sua superfície, é considerada uma lesão grau:

Alternativas

  1. A) II
  2. B) III
  3. C) IV
  4. D) V

Pérola Clínica

AAST Fígado: Grau I <10%; Grau II 10-50%; Grau III >50% ou expansão.

Resumo-Chave

A classificação da AAST para trauma hepático baseia-se na extensão do hematoma subcapsular, profundidade da laceração e envolvimento vascular, sendo o Grau II definido por hematoma entre 10-50% da superfície.

Contexto Educacional

O fígado é um dos órgãos mais frequentemente lesionados no trauma abdominal contuso. A classificação da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) é fundamental para a padronização da comunicação e pesquisa, embora a decisão clínica dependa primariamente do estado hemodinâmico do paciente. Lesões Grau II representam traumas moderados que, na ausência de outras lesões viscerais ou instabilidade, são manejadas de forma conservadora com sucesso em mais de 90% dos casos. O conhecimento detalhado dos pontos de corte (10%, 50%, 3cm) é frequentemente testado em exames de residência médica e títulos de especialista em cirurgia.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar Grau II de Grau III no trauma hepático pela AAST?

O Grau II é caracterizado por um hematoma subcapsular que envolve entre 10% e 50% da área de superfície ou uma laceração parenquimatosa de 1 a 3 cm de profundidade. O Grau III ocorre quando o hematoma subcapsular ultrapassa 50% da área de superfície, se o hematoma for expansivo, ou se a laceração parenquimatosa tiver mais de 3 cm de profundidade.

Qual o papel da TC no trauma hepático estável?

A Tomografia Computadorizada (TC) com contraste é o padrão-ouro para o diagnóstico e estadiamento (classificação AAST) em pacientes hemodinamicamente estáveis. Ela permite avaliar a extensão da lesão, a presença de 'blush' arterial (sugerindo sangramento ativo) e orientar o manejo não operatório ou a necessidade de angioembolização.

Lesões de alto grau (IV e V) sempre indicam cirurgia?

Não necessariamente. Atualmente, a estabilidade hemodinâmica é o principal determinante para o manejo não operatório (MNO), mesmo em lesões de alto grau. Pacientes com Grau IV ou V que permanecem estáveis podem ser monitorados em UTI, embora o risco de falha do MNO e necessidade de intervenção (cirúrgica ou radiológica) seja significativamente maior.

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