Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Qual o tratamento de uma lesão hepática por trauma contuso em que o sangramento não cessa à manobra de Pringle?
Sangramento hepático que não cessa com Manobra de Pringle → Shunt átrio-caval (ou hepatorrafia, empacotamento).
A falha da manobra de Pringle em controlar o sangramento hepático indica que a hemorragia não é de origem portal ou arterial hepática, mas sim de veias hepáticas ou veia cava inferior retro-hepática. Nesses casos, o shunt átrio-caval é uma opção para desviar o fluxo e permitir o reparo.
O trauma hepático é uma das lesões mais comuns em traumas abdominais contusos e penetrantes, sendo uma causa significativa de morbimortalidade. O fígado, devido à sua vascularização abundante e localização, é vulnerável a lesões que podem resultar em hemorragias maciças e choque hipovolêmico. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica e no controle do sangramento. A manobra de Pringle é uma técnica cirúrgica crucial no controle do sangramento hepático, que consiste no pinçamento do pedículo hepático. Se o sangramento cessa com a manobra, a lesão é provavelmente arterial ou portal. No entanto, se o sangramento persiste apesar da manobra de Pringle, isso indica que a hemorragia provém das veias hepáticas ou da veia cava inferior retro-hepática, lesões que são mais desafiadoras de controlar. Nesses casos de sangramento refratário à manobra de Pringle, o tratamento pode incluir empacotamento hepático para tamponamento, hepatorrafia (sutura da lesão) ou, em situações de lesões complexas da veia cava ou veias hepáticas, a colocação de um shunt átrio-caval. Este shunt desvia o fluxo sanguíneo da veia cava inferior para o átrio direito, permitindo o reparo da lesão hepática ou da veia cava com menor sangramento. O prognóstico depende da extensão da lesão, do tempo até o controle do sangramento e da presença de outras lesões associadas.
A manobra de Pringle consiste no pinçamento do pedículo hepático (artéria hepática, veia porta e ducto biliar) para controlar o sangramento hepático. Sua finalidade é identificar se a hemorragia é de origem arterial ou portal.
A falha da manobra de Pringle indica que o sangramento não provém da tríade portal, mas sim das veias hepáticas ou da veia cava inferior retro-hepática, sugerindo uma lesão mais complexa e de difícil controle.
Quando a manobra de Pringle falha, as opções incluem empacotamento hepático (packing), hepatorrafia, ligadura de vasos específicos e, em casos extremos de lesões da veia cava ou veias hepáticas, o uso de shunt átrio-caval para desviar o fluxo sanguíneo e permitir o reparo.
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