UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Uma mulher, de 32 anos, que está na 32a semana de gestação é esfaqueada no hemitórax superior direito. No departamento de emergência, sua PA é de 80/60 mmHg. Ela está gaspeando para respirar, extremamente ansiosa, e gritando por ajuda. Os MVs estão diminuídos no hemitórax direito. O primeiro passo mais apropriado é:
Gestante traumatizada com hipotensão e MV diminuídos em hemitórax → descompressão torácica imediata.
Em gestante traumatizada com hipotensão e sinais de pneumotórax hipertensivo (MV diminuídos, ansiedade extrema), a descompressão torácica (agulha ou dedo) é a prioridade para estabilizar a mãe e, consequentemente, o feto.
O trauma em gestantes é uma situação de emergência que exige uma abordagem rápida e eficaz, priorizando sempre a estabilização materna para garantir a viabilidade fetal. As alterações fisiológicas da gravidez podem mascarar ou alterar a apresentação de lesões, tornando o diagnóstico mais desafiador. A hipotensão, por exemplo, pode ser menos evidente inicialmente devido ao aumento do volume sanguíneo. No caso de trauma torácico com sinais de pneumotórax hipertensivo, como hipotensão, dispneia grave, ansiedade e diminuição do murmúrio vesicular, a descompressão torácica é uma medida salvadora. O pneumotórax hipertensivo causa um desvio do mediastino, comprometendo o retorno venoso e a função cardíaca, levando rapidamente ao choque e à morte se não tratado. A descompressão pode ser realizada com uma agulha calibrosa (toracocentese de alívio) ou, em casos mais graves, com uma toracostomia de dedo. Para residentes, é crucial seguir os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support) adaptados para a gestante, focando na avaliação primária e no tratamento das condições que ameaçam a vida. A rápida identificação e intervenção em situações como o pneumotórax hipertensivo são determinantes para o prognóstico materno e fetal.
Sinais incluem hipotensão, taquicardia, dispneia intensa, ansiedade extrema, desvio de traqueia (sinal tardio), turgência jugular e diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no lado afetado do tórax.
A conduta imediata é a descompressão torácica com cateter (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, ou descompressão torácica com o dedo (toracostomia de dedo), seguida pela inserção de dreno torácico.
A descompressão torácica é prioritária porque o pneumotórax hipertensivo causa colapso cardiovascular e respiratório rápido devido à compressão do mediastino e grandes vasos, ameaçando a vida da mãe e, consequentemente, a viabilidade fetal.
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