UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Qual das afirmações sobre trauma na gestante é verdadeira?
Trauma abdominal severo na gestante → alto risco fetal; Perda de líquido amniótico → internação.
O trauma na gestante exige atenção redobrada devido às alterações fisiológicas da gravidez e à vulnerabilidade fetal. O feto é particularmente suscetível a traumas abdominais severos, que podem levar a descolamento prematuro de placenta, ruptura uterina ou sofrimento fetal.
O trauma na gestante é uma das principais causas de mortalidade não obstétrica e morbidade materna e fetal. O manejo exige uma abordagem multidisciplinar, considerando as alterações fisiológicas da gravidez que podem mascarar a gravidade do quadro materno e a vulnerabilidade do feto. O volume sanguíneo materno aumentado, a hemodiluição e a compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico são fatores importantes. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS, com prioridade para a estabilização materna, mas com atenção constante à vitalidade fetal. O feto é particularmente suscetível a traumas abdominais severos, que podem levar a descolamento prematuro de placenta, ruptura uterina, trabalho de parto prematuro e sofrimento fetal. A monitorização fetal contínua é crucial em gestantes com idade gestacional > 20-24 semanas após trauma significativo. A perda de líquido amniótico, sangramento vaginal, contrações uterinas ou dor abdominal são sinais de alerta que exigem avaliação hospitalar imediata. A decisão de intervenção cirúrgica ou obstétrica deve equilibrar a segurança materna e fetal. A prevenção de lesões e a educação sobre segurança são fundamentais para minimizar os riscos.
Os principais riscos fetais incluem descolamento prematuro de placenta, ruptura uterina, trabalho de parto prematuro, sofrimento fetal e óbito fetal. A gravidade do trauma materno nem sempre se correlaciona diretamente com a gravidade do trauma fetal.
Sim, a perda de líquido amniótico, mesmo em pequena quantidade, é um sinal de alerta importante e indica a necessidade de admissão hospitalar para monitoramento materno e fetal, avaliação de ruptura de membranas e risco de infecção.
Sim, a lavagem peritoneal diagnóstica é menos utilizada em gestantes devido ao risco de lesão uterina. A ultrassonografia FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é preferida para avaliar hemoperitônio. Se a lavagem for necessária, deve ser realizada com incisão supraumbilical.
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