SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020
A respeito do trauma na gestação, julgue o item a seguir. As prioridades do atendimento inicial à gestante devem ser semelhantes às prioridades da mulher não grávida. A adoção de medidas de reanimação materna, assim como a adequada monitorização maternofetal, configuram, também, o melhor tratamento inicial para o feto
Trauma na gestação: Prioridade é estabilizar a mãe (ABCDE) → isso otimiza o feto.
No trauma na gestação, a prioridade máxima é a estabilização hemodinâmica e respiratória da mãe, seguindo os princípios do ABCDE do trauma. A reanimação materna eficaz é a melhor forma de garantir a oxigenação e perfusão fetal, pois a saúde do feto depende diretamente da condição materna.
O trauma na gestação é uma das principais causas de morbimortalidade materna e fetal, ocorrendo em cerca de 6-8% das gestações. A abordagem inicial da gestante traumatizada exige um entendimento claro das alterações fisiológicas da gravidez e das prioridades de atendimento. É um tema de grande importância para residentes de emergência, ginecologia e obstetrícia, e cirurgia. As prioridades no atendimento inicial à gestante traumatizada são idênticas às de qualquer paciente traumatizado, seguindo o protocolo ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure). A estabilização da mãe é a medida mais eficaz para garantir a vitalidade fetal, pois a hipóxia e a hipotensão materna são as principais causas de sofrimento e óbito fetal. Alterações fisiológicas da gravidez, como aumento do volume sanguíneo e débito cardíaco, podem mascarar sinais de choque, exigindo um alto índice de suspeita. Após a estabilização materna inicial, a monitorização maternofetal torna-se crucial. A partir de 20-24 semanas de gestação, a monitorização cardíaca fetal contínua é indicada. É importante lembrar que o útero grávido pode comprimir a veia cava inferior em decúbito dorsal, levando à síndrome da veia cava inferior; portanto, a gestante deve ser posicionada em decúbito lateral esquerdo. Complicações obstétricas específicas do trauma incluem descolamento prematuro de placenta, ruptura uterina e trabalho de parto prematuro, que devem ser ativamente investigadas.
As prioridades são as mesmas de uma paciente não grávida: avaliação e manejo das vias aéreas (A), respiração (B), circulação (C), déficit neurológico (D) e exposição (E). A estabilização materna é crucial para a sobrevivência fetal.
Uma reanimação materna eficaz garante a oxigenação e perfusão adequadas para a mãe, o que, por sua vez, otimiza o fluxo sanguíneo uteroplacentário e a oxigenação fetal, sendo a melhor medida para proteger o feto.
Além do ABCDE, deve-se considerar a lateralização do útero (decúbito lateral esquerdo) para evitar compressão da veia cava inferior, monitorização fetal contínua (se > 20-24 semanas), e avaliação para descolamento prematuro de placenta.
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