HRD - Hospital Rio Doce - Linhares (ES) — Prova 2020
Paciente grávida de 23 semanas apresenta um trauma automobilístico. Sobre essa paciente, é CORRETO afirmar que:
Trauma em gestante: BCF são cruciais para avaliar viabilidade fetal e indiretamente o estado volêmico materno.
Em gestantes vítimas de trauma, a monitorização dos batimentos cardíacos fetais (BCF) é um indicador sensível da condição fetal e, indiretamente, do estado hemodinâmico materno. Alterações nos BCF podem ser o primeiro sinal de hipovolemia materna ou sofrimento fetal, como o descolamento prematuro de placenta.
O trauma na gestação é uma das principais causas de morbimortalidade materna e fetal. A abordagem de uma gestante traumatizada exige uma avaliação sistemática que considere tanto a mãe quanto o feto, com a premissa de que a estabilização materna é a melhor forma de proteger o feto. Alterações fisiológicas da gravidez, como aumento do volume sanguíneo, diluição de hemoglobina e compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico, podem mascarar ou agravar o quadro de choque. A monitorização fetal é um componente crítico na avaliação da gestante traumatizada. Os batimentos cardíacos fetais (BCF) são um indicador sensível do bem-estar fetal e, indiretamente, do estado volêmico e perfusional materno. A bradicardia fetal, por exemplo, pode ser um sinal de hipóxia fetal devido à hipovolemia materna ou descolamento prematuro de placenta. A monitorização contínua dos BCF, especialmente após 20-24 semanas de gestação, é fundamental para detectar sofrimento fetal precoce. O descolamento prematuro da placenta é a principal causa de morte fetal em traumas maternos, mesmo em acidentes de baixa energia. Outras complicações incluem ruptura uterina, hemorragia materno-fetal e trabalho de parto prematuro. A expansão volêmica com cristaloides aquecidos deve ser agressiva para manter a perfusão materna e uteroplacentária. A reposição sanguínea não deve ser adiada se houver indicação. A decisão de realizar uma cesariana de emergência é tomada com base na condição materna e fetal, visando salvar ambas as vidas.
A principal causa de morte fetal em gestantes traumatizadas é o descolamento prematuro da placenta, que pode ocorrer mesmo em traumas de baixa energia.
A expansão volêmica deve ser agressiva com soluções cristaloides aquecidas, priorizando a estabilização materna. A reposição sanguínea deve ser iniciada precocemente se houver sinais de choque ou hemorragia significativa.
Os BCF são um indicador precoce da perfusão placentária e do bem-estar fetal. Bradicardia ou taquicardia fetal podem sinalizar hipóxia, hipovolemia materna ou descolamento de placenta, exigindo intervenção imediata.
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