Trauma Geriátrico: Fraturas Comuns e Síndromes Medulares

HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2017

Enunciado

Distúrbios do sistema musculoesquelético são as queixas mais comuns da população de meia-idade e idosos. A deterioração dos tendões, ligamentos e cápsulas articulares leva a um maior risco de lesão, ruptura espontânea e menor estabilidade articular. O risco de lesões aumenta no sistema musculoesquelético, e também nos tecidos moles adjacentes. Assinale a alternativa INCORRETA a respeito do Trauma Geriátrico.

Alternativas

  1. A) Os locais mais comuns de fraturas em idosos são arcos costais, fêmur proximal, quadril, úmero e punho.
  2. B) Fraturas isoladas de quadril em idosos geralmente não causam hemorragia classe III ou IV.
  3. C) Fratura de Colles resulta de queda sobre a mão estendida dorsifletida, causando fratura da metáfise do rádio distal.
  4. D) A estenose preexistente no canal medular aumenta o risco da Síndrome Anterior e Síndrome de Brown-Séquard da medula.

Pérola Clínica

Fratura de Colles = rádio distal + desvio dorsal.

Resumo-Chave

A fratura de Colles é uma fratura da metáfise distal do rádio, classicamente resultante de queda sobre a mão em dorsiflexão, e é caracterizada pelo desvio DORSAL do fragmento distal. A ausência dessa característica essencial na descrição a torna imprecisa.

Contexto Educacional

O trauma geriátrico representa um desafio significativo devido à fragilidade inerente à idade, comorbidades e menor reserva fisiológica. Quedas são a principal causa de lesões, resultando em fraturas comuns como as de fêmur proximal, úmero, punho (Colles) e arcos costais, frequentemente exacerbadas pela osteoporose. A fisiopatologia do trauma em idosos é complexa, envolvendo a diminuição da densidade óssea, perda de massa muscular, alterações na marcha e equilíbrio, e uma resposta inflamatória e cicatricial mais lenta. O diagnóstico e manejo exigem uma abordagem multidisciplinar, considerando não apenas a lesão aguda, mas também a reabilitação e prevenção de futuras quedas. É crucial que os residentes compreendam as particularidades das fraturas em idosos, como o potencial de sangramento em fraturas de fêmur e pelve, e o risco aumentado de lesões medulares em pacientes com estenose preexistente. A fratura de Colles, por exemplo, é um marcador de fragilidade óssea e deve levar à investigação de osteoporose.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para fraturas em idosos?

Os principais fatores incluem osteoporose, sarcopenia, distúrbios de equilíbrio, uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia), deficiência visual e auditiva, e ambiente doméstico inadequado.

Qual a diferença entre fratura de Colles e fratura de Smith?

Ambas são fraturas da metáfise distal do rádio. A fratura de Colles apresenta desvio dorsal do fragmento distal (deformidade em "garfo"), enquanto a fratura de Smith apresenta desvio volar (deformidade em "pá de jardineiro").

Por que a estenose do canal medular aumenta o risco de lesões medulares em idosos?

A estenose preexistente reduz o espaço disponível para a medula espinhal. Mesmo um trauma mínimo pode causar compressão e isquemia da medula, resultando em síndromes neurológicas como a Síndrome Anterior ou de Brown-Séquard.

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