Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 19 anos, vítima de acidente motociclístico, apresenta ferimento extenso em face, com fratura de arco zigomático e múltiplas escoriações. Qual a conduta inicial no atendimento do trauma de face segundo protocolos de Advanced Trauma Life Support (ATLS)?
Trauma de face → prioridade ATLS é via aérea (A), risco de obstrução por sangramento/fragmentos.
No trauma, a prioridade máxima é sempre a avaliação e garantia da via aérea (A do ABCDE do ATLS). Em traumas de face, há alto risco de obstrução por edema, sangramento, vômito, dentes ou fragmentos ósseos, tornando essa etapa ainda mais crítica.
O atendimento ao paciente vítima de trauma segue rigorosamente os protocolos do Advanced Trauma Life Support (ATLS), que estabelecem uma sequência padronizada de avaliação e intervenção para identificar e tratar as lesões que ameaçam a vida. No contexto do trauma de face, a prioridade absoluta, conforme o "A" do ABCDE, é a avaliação e garantia da permeabilidade das vias aéreas. A face é uma região vascularizada e próxima às vias aéreas superiores, tornando-a particularmente vulnerável a complicações respiratórias. Lesões faciais extensas, como fraturas de arco zigomático ou outras fraturas maxilofaciais, podem levar rapidamente à obstrução da via aérea por diversos mecanismos. Sangramento profuso pode acumular-se na orofaringe, fragmentos ósseos ou dentes avulsionados podem ser aspirados, e o edema significativo dos tecidos moles pode comprimir a laringe ou a faringe. A falha em reconhecer e intervir precocemente na obstrução da via aérea é uma das principais causas de morte evitável no trauma. Portanto, a conduta inicial deve focar na inspeção da cavidade oral e faringe, remoção de corpos estranhos, aspiração de secreções e, se necessário, manobras para abertura da via aérea (chin lift, jaw thrust) ou até mesmo intubação orotraqueal ou via aérea cirúrgica. A imobilização da coluna cervical é importante, mas não deve atrasar a garantia da via aérea. Somente após a estabilização da via aérea e da respiração é que se procede à avaliação da circulação e outras etapas do atendimento.
A primeira etapa é a avaliação e garantia da permeabilidade das vias aéreas (A do ABCDE), devido ao alto risco de obstrução por sangramento, edema ou fragmentos.
Lesões faciais podem causar obstrução da via aérea por edema de tecidos moles, sangramento, aspiração de vômito, dentes avulsionados ou fragmentos ósseos, levando rapidamente à hipóxia e óbito.
Sinais incluem estridor, rouquidão, dispneia, uso de musculatura acessória, agitação ou rebaixamento do nível de consciência, e cianose.
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