DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023
Uma lesão esplênica caracterizada por laceração envolvendo vasos segmentares ou hilo, produzindo maior desvascularização, em mais de 25% do baço, pode ser classificada como:
Lesão esplênica com laceração de vasos segmentares/hilo e desvascularização > 25% → Grau IV (AAST).
A classificação das lesões esplênicas, geralmente pela escala da AAST (American Association for the Surgery of Trauma), é crucial para guiar a conduta. Lacerações que envolvem vasos segmentares ou do hilo, resultando em desvascularização significativa (>25% do baço), são classificadas como Grau IV, indicando uma lesão grave.
O trauma esplênico é uma das lesões de órgão sólido mais comuns em traumas abdominais fechados, e sua correta avaliação e classificação são vitais para o manejo adequado do paciente. A escala de lesões de órgãos sólidos da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) é amplamente utilizada para padronizar a descrição da gravidade das lesões esplênicas, auxiliando na tomada de decisão clínica. A classificação AAST varia de Grau I (lesões menores, como hematomas subcapsulares pequenos ou lacerações superficiais) a Grau V (ruptura completa ou desvascularização total). Uma lesão Grau IV é caracterizada por uma laceração que envolve vasos segmentares ou do hilo, resultando em uma desvascularização significativa de mais de 25% do parênquima esplênico. Isso implica um comprometimento vascular importante, que pode levar a isquemia e necrose de uma porção substancial do baço. O reconhecimento de uma lesão Grau IV é crucial, pois, embora o tratamento conservador seja cada vez mais comum para lesões esplênicas, lesões de alto grau como o Grau IV e V têm maior probabilidade de falha do tratamento não operatório e podem exigir intervenção cirúrgica (esplenectomia ou esplenorrafia) ou angiografia com embolização para controle do sangramento.
A classificação é fundamental para padronizar a avaliação da gravidade da lesão, guiar a decisão entre tratamento conservador ou cirúrgico, prever o prognóstico do paciente e facilitar a comunicação entre equipes médicas.
Uma lesão Grau IV envolve laceração que atinge vasos segmentares ou do hilo, resultando em desvascularização de mais de 25% do parênquima esplênico, ou um hematoma intraparenquimatoso de 10-50 cm, indicando comprometimento vascular significativo.
Uma lesão Grau V é a mais grave, caracterizada por baço completamente fragmentado ou lesão vascular do hilo com desvascularização completa do órgão, indicando uma ruptura esplênica maciça e geralmente exigindo esplenectomia.
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