ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um adolescente de 16 anos foi admitido no pronto-socorro após queda de motocicleta. Ele estava lúcido e com sinais vitais estáveis. Realizou-se uma tomografia computadorizada do abdômen, que mostrou uma laceração esplênica grau II. Optou-se por um tratamento conservador inicial com monitoramento em unidade de terapia intensiva. Após 24 horas de internação, o paciente apresentou uma queda súbita na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e sinais de irritação peritoneal. Uma nova TC de abdômen mostrou aumento significativo do hemoperitônio e sinais de ruptura esplênica adicional.Diante desse quadro, a conduta mais apropriada para esse paciente é:
Trauma esplênico + Instabilidade hemodinâmica APÓS manejo conservador = Cirurgia de emergência (esplenectomia).
A falha do tratamento conservador em trauma esplênico, evidenciada por instabilidade hemodinâmica (queda súbita da PA, aumento da FC) e sinais de sangramento ativo (irritação peritoneal, aumento do hemoperitônio na TC), é uma indicação clara para intervenção cirúrgica de emergência, geralmente esplenectomia.
O trauma esplênico é a lesão de órgão sólido abdominal mais comum em traumas contusos, especialmente em crianças e adolescentes. O manejo evoluiu significativamente nas últimas décadas, com uma preferência crescente pelo tratamento conservador em pacientes hemodinamicamente estáveis, visando preservar o baço e suas funções imunológicas. No entanto, a falha do tratamento conservador é uma complicação grave que exige reavaliação imediata da conduta. A decisão entre tratamento conservador e cirúrgico é guiada pela estabilidade hemodinâmica do paciente. Pacientes estáveis, mesmo com lacerações esplênicas de grau moderado, podem ser monitorados em UTI. Contudo, a instabilidade hemodinâmica persistente ou recorrente, evidenciada por hipotensão, taquicardia, necessidade de transfusões maciças, ou sinais de sangramento ativo e aumento do hemoperitônio em exames de imagem, indica falha do tratamento conservador e a necessidade de intervenção cirúrgica de emergência. Para residentes, é crucial reconhecer os sinais de falha do tratamento conservador e não hesitar em indicar a cirurgia. A esplenectomia de emergência é frequentemente a medida salvadora nesses casos, pois permite o controle rápido da hemorragia. Embora a embolização seletiva da artéria esplênica possa ser uma opção em casos selecionados de sangramento ativo com estabilidade hemodinâmica, a instabilidade hemodinâmica é uma contraindicação e exige a laparotomia imediata.
O tratamento conservador é indicado para pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais de irritação peritoneal difusa, com lacerações esplênicas de baixo grau (I a III) e sem outras lesões abdominais que exijam cirurgia. Requer monitoramento rigoroso em UTI.
A falha do tratamento conservador é indicada por instabilidade hemodinâmica persistente ou recorrente (hipotensão, taquicardia), necessidade contínua de transfusões sanguíneas, sinais de irritação peritoneal progressiva ou aumento significativo do hemoperitônio em exames de imagem.
Diante da falha do tratamento conservador e instabilidade hemodinâmica, a conduta mais apropriada é a intervenção cirúrgica de emergência. Na maioria dos casos, isso significa uma laparotomia exploradora com esplenectomia para controlar o sangramento e estabilizar o paciente.
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