Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Um paciente de 25 anos de idade foi levado ao pronto-socorro de um hospital quaternário por bombeiros, após receber atendimento pré-hospitalar no local, com história de trauma por queda de moto. Na sala de trauma, apresentava vias aéreas pérvias, exame físico do aparelho respiratório normal e estabilidade hemodinâmica. Não havia sinais de peritonite. Foi submetido à tomografia, cujo laudo evidenciou lesão esplênica grau 3, associada a extravasamento de contraste na fase arterial, sem líquido livre na cavidade.Nesse caso hipotético, o próximo passo no tratamento do paciente é
Trauma esplênico com extravasamento de contraste em paciente estável → angiografia com embolização.
Em um paciente hemodinamicamente estável com trauma esplênico e extravasamento de contraste na tomografia, a presença de extravasamento indica sangramento ativo. Nesses casos, a conduta mais apropriada é a angiografia com possível embolização, que permite controlar o sangramento de forma minimamente invasiva, preservando o baço.
O trauma esplênico é uma das lesões de órgão sólido mais comuns em traumas abdominais, especialmente em acidentes automobilísticos e quedas. A classificação da lesão esplênica, geralmente pelo sistema da American Association for the Surgery of Trauma (AAST), auxilia na decisão terapêutica. A presença de extravasamento de contraste na tomografia computadorizada (TC) na fase arterial é um achado crítico, pois indica sangramento ativo. Em pacientes hemodinamicamente instáveis, o extravasamento de contraste é uma indicação para laparotomia exploradora imediata. No entanto, para pacientes hemodinamicamente estáveis, como no caso descrito, o manejo não operatório (MNO) é a abordagem preferencial para preservar o baço, devido à sua importância imunológica. Nesses casos, o extravasamento de contraste ativo é uma forte indicação para angiografia com embolização arterial. A angiografia permite a identificação precisa do local do sangramento e a embolização seletiva do vaso lesado, controlando a hemorragia e aumentando as chances de sucesso do MNO. A laparotomia exploradora é reservada para falha da embolização, instabilidade hemodinâmica persistente ou outras lesões que exijam intervenção cirúrgica. O controle hematimétrico seriado e o exame físico são fundamentais para monitorar a evolução do paciente.
O extravasamento de contraste na fase arterial da tomografia indica sangramento ativo no baço, o que é um sinal de lesão vascular e potencial instabilidade hemodinâmica se não for controlado.
A conduta inicial é realizar uma angiografia com possível embolização arterial. Este procedimento permite identificar e ocluir o vaso sangrante de forma minimamente invasiva, preservando o baço.
A laparotomia exploradora é indicada para pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação volêmica, peritonite franca, ou falha da embolização arterial em controlar o sangramento.
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