UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Em qual desses casos, encontrados exclusivamente através de métodos de imagem (não levando em consideração os achados ao exame físico e exames laboratoriais), o tratamento poderá ser conservador?
Trauma esplênico grau I → Tratamento conservador é a conduta inicial em pacientes estáveis.
Lesões esplênicas de baixo grau (I e II) em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais de peritonite e com pouca hemorragia ativa, são frequentemente manejadas de forma conservadora, com observação e repouso, devido ao alto potencial de cicatrização espontânea.
O trauma abdominal fechado é uma causa comum de lesões em órgãos sólidos, sendo o baço o órgão mais frequentemente acometido. A avaliação inicial de pacientes com trauma abdominal inclui a estabilização hemodinâmica e a identificação de lesões com risco de vida. A tomografia computadorizada (TC) com contraste é o método de imagem de escolha para avaliar a extensão das lesões de órgãos sólidos. A classificação das lesões esplênicas, geralmente pela escala da AAST (American Association for the Surgery of Trauma), é crucial para guiar a conduta. Lesões grau I e II são consideradas de baixo grau, enquanto graus III, IV e V são de alto grau. A presença de extravasamento ativo de contraste na TC indica sangramento ativo e pode influenciar a decisão terapêutica. O tratamento conservador, ou manejo não operatório (MNO), tornou-se a abordagem padrão para a maioria das lesões esplênicas em pacientes hemodinamicamente estáveis, independentemente do grau da lesão, desde que não haja sinais de peritonite ou sangramento incontrolável. A taxa de sucesso do MNO é alta, especialmente em crianças. A observação rigorosa, repouso no leito e exames de imagem de controle são componentes essenciais do MNO.
O tratamento conservador é indicado para pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais de peritonite, com lesões esplênicas de baixo grau (I, II, e por vezes III) e sem outras lesões abdominais que exijam cirurgia. A ausência de extravasamento ativo de contraste na TC é um fator favorável.
As lesões esplênicas são classificadas em graus (I a V) com base em achados de imagem, como tamanho do hematoma subcapsular ou intraparenquimatoso, profundidade da laceração e envolvimento do hilo vascular, conforme a American Association for the Surgery of Trauma (AAST).
Os riscos incluem falha do tratamento conservador com necessidade de cirurgia tardia, sangramento persistente ou ressangramento, e formação de pseudoaneurismas. Por isso, é fundamental a monitorização rigorosa do paciente com exames seriados e controle de hemoglobina.
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