SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
No paciente estável vítima de trauma esplênico, o tratamento não operatório pode ser preferencialmente reservado, para lesão até grau:
Trauma esplênico estável → tratamento não operatório até grau III (AAST) é preferencial.
O tratamento não operatório (TNO) do trauma esplênico é a conduta preferencial em pacientes hemodinamicamente estáveis, mesmo em lesões de graus mais elevados (até III, e em alguns centros até IV/V em casos selecionados), visando preservar o baço e sua função imunológica.
O trauma esplênico é uma das lesões de órgão sólido mais comuns em traumas abdominais fechados, com uma epidemiologia que reflete a prevalência de acidentes automobilísticos e quedas. A abordagem terapêutica evoluiu significativamente nas últimas décadas, com uma crescente preferência pelo tratamento não operatório (TNO) em pacientes selecionados, visando preservar o baço e suas funções imunológicas essenciais. A fisiopatologia da lesão esplênica varia desde contusões e hematomas subcapsulares até lacerações profundas e avulsões, classificadas pela AAST em graus de I a V. O diagnóstico é feito principalmente por tomografia computadorizada com contraste, que permite graduar a lesão e identificar sangramento ativo. A suspeita deve surgir em pacientes com trauma abdominal e sinais de choque hipovolêmico ou dor no quadrante superior esquerdo. O tratamento não operatório é a conduta padrão para pacientes hemodinamicamente estáveis, mesmo com lesões de graus mais elevados (até grau III, e em alguns casos IV/V com embolização). A esplenectomia é reservada para pacientes instáveis ou com falha do TNO. O prognóstico do TNO é geralmente bom, mas requer monitorização rigorosa e atenção a complicações como sangramento tardio. A preservação esplênica é vital para evitar a sepse pós-esplenectomia, uma complicação grave da ausência do baço.
Os critérios para o tratamento não operatório incluem estabilidade hemodinâmica do paciente, ausência de outras lesões abdominais que exijam laparotomia, e a capacidade de monitoramento intensivo com exames de imagem seriados (tomografia computadorizada) para avaliar a evolução da lesão e a presença de sangramento ativo.
Tradicionalmente, o tratamento não operatório é preferencialmente reservado para lesões até o grau III da classificação da AAST (American Association for the Surgery of Trauma). No entanto, em centros especializados e com pacientes cuidadosamente selecionados e estáveis, pode ser considerado para graus IV e V, muitas vezes com o auxílio de embolização angiográfica.
A preservação esplênica é crucial para manter a função imunológica do baço, prevenindo a sepse pós-esplenectomia por bactérias encapsuladas (OPSI), que é uma complicação grave e potencialmente fatal. Além disso, o baço desempenha funções importantes na remoção de hemácias velhas e na produção de opsoninas.
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