Trauma Esplênico: Manejo Não Operatório e Critérios

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025

Enunciado

Você está de plantão em um hospital terciário e atende um paciente do sexo masculino, 23 anos, ciclista vítima de atropelamento em via pública. O paciente é trazido pelo SAMU imobilizado, em prancha longa, com acesso venoso periférico sendo administrado 500ml de Ringer Lactato. Estava consciente e relatava contusão abdominal pelo guidão da bicicleta devido ao trauma. O tórax era atípico, estável, com ausculta cardiopulmonar sem alterações. FC: 90bpm, FR: 16irpm, P.A.: 120x80mmHg, sem sangramentos externos. Glasgow 15 pontos, pupilas isocóricas e reativas a luz, sem déficits motores ou sensitivos periféricos. O abdome apresentava escoriações em abdome superior, era doloroso à palpação profunda, porém sem sinais de irritação peritoneal à admissão. Bacia estável, sem deformidades de membros ou lesões no dorso. Sobre o caso, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Neste momento, a melhor conduta para o caso é a realização de ultrassonografia de abdome para diagnóstico de lesões de vísceras maciças e ocas.
  2. B) De acordo com o mecanismo de trauma apresentado, há indicação precisa de lavado peritoneal diagnóstico devido ao elevado risco de lesão pancreática.
  3. C) Mesmo que a tomografia de abdome deste paciente evidencie trauma esplênico com extravasamento de contraste pela lesão, o tratamento não operatório pode ser factível.
  4. D) Trauma abdominal contuso associada a dor abdominal ao exame físico, mesmo na ausência de irritação peritoneal, indica laparotomia exploradora pela elevada probabilidade de lesões de vísceras maciças.

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