UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Considere as afirmações acerca do trauma duodenal: I. A maioria das lesões decorre de trauma contuso com mecanismo de desaceleração. lI. Extravasamento de contraste (administrado via oral) em exames de imagem fecha o diagnóstico e é indicação absoluta de abordagem cirúrgica. IlI. Lesões graus IlI e IV. são facilmente reparadas primariamente desde que o diagnóstico seja precoce (menor que 6 horas do evento). IV. Está(ão) correta(s):
Trauma duodenal: Extravasamento de contraste em imagem = diagnóstico fechado e indicação cirúrgica absoluta.
O trauma duodenal é raro e de difícil diagnóstico. O extravasamento de contraste oral em exames de imagem (como TC com contraste oral) é um sinal inequívoco de perfuração duodenal, exigindo intervenção cirúrgica imediata. Lesões duodenais contusas são mais comuns que penetrantes, mas a afirmação I é imprecisa sobre o mecanismo principal. Lesões graus III e IV são complexas e nem sempre facilmente reparáveis primariamente.
O trauma duodenal é uma lesão relativamente rara, mas com alta morbimortalidade devido à sua localização retroperitoneal e à presença de conteúdo digestivo e enzimas pancreáticas. Pode ser causado por trauma contuso (compressão do duodeno contra a coluna vertebral, como em acidentes de trânsito ou golpes diretos no abdome) ou penetrante (ferimentos por arma branca ou arma de fogo). O diagnóstico é frequentemente tardio devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de visualização em exames iniciais. A afirmação II está correta: o extravasamento de contraste (administrado via oral) em exames de imagem, como a tomografia computadorizada, é um sinal patognomônico de perfuração duodenal. Este achado fecha o diagnóstico de lesão de espessura total e é uma indicação absoluta para abordagem cirúrgica, visando o reparo da lesão e a prevenção de peritonite e sepse. O atraso no diagnóstico e tratamento está associado a piores desfechos. A afirmação I é parcialmente verdadeira, pois lesões contusas são comuns, mas o mecanismo de desaceleração não é o principal para o duodeno, sendo mais associado a lesões de órgãos sólidos ou mesentério. A afirmação III é incorreta: lesões duodenais graus III e IV (segundo a classificação da AAST) são complexas, envolvendo grandes perfurações ou lesões da cabeça do pâncreas, e nem sempre são 'facilmente reparadas primariamente', muitas vezes exigindo procedimentos mais complexos como piloro exclusão ou derivações. O prognóstico depende do grau da lesão, da presença de lesões associadas e do tempo até a intervenção.
O trauma duodenal pode ocorrer por mecanismos contusos (compressão contra a coluna vertebral, como em acidentes automobilísticos ou golpes diretos no abdome) ou penetrantes (ferimentos por arma branca ou arma de fogo).
O extravasamento de contraste oral indica uma perfuração completa da parede duodenal, resultando em contaminação da cavidade abdominal com conteúdo gastrointestinal e enzimas pancreáticas, o que pode levar a peritonite grave e sepse, exigindo reparo cirúrgico imediato.
O diagnóstico do trauma duodenal é desafiador devido à sua localização retroperitoneal, que pode mascarar os sinais de peritonite, e à inespecificidade dos sintomas iniciais. Exames de imagem como a TC com contraste oral são cruciais para a detecção.
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