UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Durante laparotomia exploradora, em uma paciente de 20 anos, vítima de ferimento de arma de fogo, é constatada lesão grau III na 2ª porção duodenal. A melhor conduta para este caso é:
Lesão duodenal grau III (trauma) → manejo complexo, duodenectomia é opção para lesões extensas.
Lesões duodenais por trauma são complexas e o manejo depende da classificação. Uma lesão grau III, que envolve laceração de 50-75% da circunferência ou perfuração da segunda porção, geralmente requer mais do que sutura simples. Embora duodenectomia seja uma conduta agressiva, ela pode ser considerada em casos de destruição tecidual extensa ou devascularização, onde outras reparações não são viáveis, visando a ressecção do segmento inviável.
O trauma duodenal é uma lesão grave e desafiadora no contexto do trauma abdominal, frequentemente associado a ferimentos por arma de fogo ou acidentes de alta energia. A segunda porção duodenal é particularmente vulnerável devido à sua localização retroperitoneal e proximidade com o pâncreas e o ducto biliar comum. O diagnóstico precoce e o manejo cirúrgico adequado são cruciais para evitar complicações como fístulas duodenais, sepse e morte. A classificação das lesões duodenais, geralmente pela escala da AAST (American Association for the Surgery of Trauma), guia a conduta. Lesões grau III, que envolvem lacerações significativas ou perfurações, exigem uma abordagem cirúrgica mais complexa do que uma simples sutura. Embora a diverticulização duodenal (exclusão pilórica e gastrojejunostomia) seja uma técnica comum para lesões complexas, a duodenectomia (ressecção do duodeno) é uma opção para casos de destruição tecidual extensa ou devascularização que tornam o reparo primário inviável. Esta é uma decisão de alta complexidade, geralmente reservada para lesões de graus mais elevados ou situações específicas. Para residentes, é fundamental compreender a anatomia duodenal, a classificação das lesões e as diversas opções cirúrgicas, desde o reparo primário até procedimentos mais complexos como a duodenectomia ou duodenopancreatectomia. A escolha da técnica deve ser individualizada, considerando a extensão da lesão, a estabilidade do paciente e a experiência do cirurgião, visando minimizar a morbidade e mortalidade associadas a essas lesões graves.
As lesões duodenais são classificadas em graus de I a V, baseando-se na extensão da lesão (hematoma, laceração parcial ou total, envolvimento da ampola ou cabeça do pâncreas, devascularização). O grau III corresponde a lacerações de 50-75% da circunferência ou perfuração da segunda porção.
Para lesões graves, as opções incluem reparo primário com ou sem exclusão pilórica e gastrojejunostomia (diverticulização), patch seroso, ou em casos de destruição extensa ou envolvimento pancreático, duodenopancreatectomia. A duodenectomia segmentar pode ser considerada em lesões específicas com inviabilidade tecidual.
A duodenectomia (ressecção do duodeno) é uma medida agressiva, geralmente reservada para lesões duodenais muito extensas (grau IV ou V) com destruição tecidual maciça, devascularização completa ou quando outras técnicas de reparo não são viáveis. É uma decisão complexa que visa remover o tecido inviável e restaurar a continuidade do trato gastrointestinal.
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