HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2020
Paciente de 18 anos vítima de atropelamento e atendido pelo SAMU. Apesentava-se na admissão agitado, cefalohematoma parietal, corado e hemodinamicamente estável. Abria os olhos estimulado a dor, a dor localizava-se à direita com extensão da dor a esquerda. Resposta verbal com palavra inapropriada. Considerando o caso descrito, analise as condutas e os diagnóstico a seguir: I - O paciente apresenta Glasgow de 7. II - Deve ser entubado imediatamente. III - No trauma cerebral o objetivo principal é evitar lesões secundárias. IV - A pressão cerebral normal em repouso é de cerca de 10mmHg. Estão CORRETAS as afirmativas:
TCE: PIC normal ~7-15mmHg. Objetivo principal é evitar lesões secundárias (hipóxia, hipotensão, PIC alta).
No Trauma Cranioencefálico (TCE), a prevenção de lesões secundárias como hipóxia, hipotensão e aumento da PIC é fundamental para o prognóstico. A pressão intracraniana (PIC) normal em repouso é de aproximadamente 7-15 mmHg, sendo 10 mmHg um valor dentro da normalidade.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, exigindo avaliação rápida e manejo adequado. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é crucial para avaliar o nível de consciência, mas o foco principal no manejo do TCE é a prevenção de lesões secundárias, que podem agravar o dano cerebral primário. A fisiopatologia do TCE envolve uma lesão primária direta e lesões secundárias que se desenvolvem após o trauma. As lesões secundárias, como hipóxia, hipotensão, hipercapnia e aumento da Pressão Intracraniana (PIC), são evitáveis e representam o principal foco do manejo inicial. A PIC normal em repouso é de aproximadamente 7 a 15 mmHg, sendo 10 mmHg um valor dentro da normalidade. O controle da PIC é vital para evitar isquemia cerebral e herniação. O tratamento inicial do TCE visa manter a estabilidade hemodinâmica e respiratória, otimizar a perfusão cerebral e prevenir o aumento da PIC. Embora a intubação orotraqueal seja indicada para Glasgow ≤ 8, a decisão deve ser individualizada, considerando outros fatores como falha respiratória. O objetivo é otimizar o ambiente cerebral para recuperação, minimizando fatores que possam piorar a lesão neurológica.
Lesões secundárias, como hipóxia, hipotensão, hipercapnia e aumento da PIC, podem agravar o dano cerebral primário. Preveni-las é fundamental para melhorar o prognóstico neurológico do paciente.
A pressão intracraniana normal em repouso varia de aproximadamente 7 a 15 mmHg em adultos. Valores acima de 20-25 mmHg são considerados patológicos e requerem intervenção.
Os principais objetivos são garantir a estabilidade hemodinâmica e respiratória, prevenir lesões cerebrais secundárias (hipóxia, hipotensão, aumento da PIC) e identificar lesões intracranianas que necessitem de intervenção cirúrgica.
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