UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Paciente masculino, de 20 anos, sofreu trauma craniano, com fratura cominutiva com afundamento parietal. Observou-se ferimento cortocontuso do couro cabeludo sobre o local do afundamento. Que conduta, dentre as abaixo, é a mais adequada?
Fratura de crânio com afundamento e ferimento aberto → tratamento cirúrgico urgente com debridamento e elevação dos fragmentos para prevenir infecção.
Fraturas de crânio com afundamento, especialmente quando associadas a ferimentos abertos do couro cabeludo, são consideradas fraturas expostas e exigem intervenção cirúrgica para debridamento, elevação dos fragmentos ósseos e avaliação da dura-máter, a fim de prevenir complicações infecciosas e neurológicas.
As fraturas de crânio com afundamento representam uma lesão grave no contexto do Trauma Cranioencefálico (TCE). Quando associadas a um ferimento cortocontuso do couro cabeludo, são classificadas como fraturas expostas, o que eleva significativamente o risco de complicações infecciosas intracranianas, como meningite, abscesso cerebral e osteomielite. A fisiopatologia envolve a penetração de fragmentos ósseos no parênquima cerebral, com potencial para lesão direta do tecido neural, vasos sanguíneos e dura-máter. A comunicação com o ambiente externo através da ferida no couro cabeludo permite a entrada de microrganismos, tornando a infecção uma preocupação primária. A conduta mais adequada para uma fratura de crânio afundada e exposta é o tratamento cirúrgico de emergência. Este procedimento visa o debridamento meticuloso da ferida para remover tecidos desvitalizados e contaminados, a elevação ou remoção dos fragmentos ósseos afundados para aliviar a compressão cerebral e, se necessário, a reparação da dura-máter para restaurar a integridade da barreira protetora. A antibioticoprofilaxia é essencial nesses casos.
A principal preocupação é o alto risco de infecção intracraniana (meningite, abscesso cerebral) devido à comunicação entre o ambiente externo e o espaço intracraniano, além da compressão cerebral pelos fragmentos ósseos.
O tratamento cirúrgico é indicado para fraturas de crânio com afundamento maior que a espessura da tábua óssea, fraturas abertas ou expostas, fraturas com compressão de estruturas cerebrais ou hematomas subjacentes.
Os objetivos incluem o debridamento da ferida para remover tecidos desvitalizados e contaminados, a remoção ou elevação dos fragmentos ósseos afundados para descomprimir o cérebro e a reparação da dura-máter para restaurar a barreira protetora.
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