Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta com relação ao risco potencial apresentado por pacientes com trauma de crânio, quando se indica a intubação traqueal:
Intubação em TCE → risco de ↑ PIC devido a estímulo simpático durante laringoscopia.
A laringoscopia e a intubação traqueal são procedimentos que podem causar estímulo simpático significativo, levando a taquicardia, hipertensão arterial e, consequentemente, aumento da pressão intracraniana (PIC), o que é deletério em pacientes com trauma cranioencefálico (TCE). O uso de sedativos e bloqueadores neuromusculares adequados é crucial para atenuar essa resposta.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, e o manejo adequado da via aérea é crucial. A intubação traqueal é frequentemente necessária para proteger a via aérea, otimizar a ventilação e oxigenação, e controlar a PaCO2, que influencia o fluxo sanguíneo cerebral. No entanto, o procedimento de laringoscopia e intubação pode ser um potente estímulo nociceptivo. Esse estímulo leva a uma resposta simpática, com liberação de catecolaminas, que resulta em taquicardia e hipertensão arterial. Em pacientes com TCE, essa elevação da pressão arterial sistêmica pode ser transmitida ao leito vascular cerebral, resultando em um aumento da Pressão Intracraniana (PIC), especialmente se a autorregulação cerebral estiver comprometida. A hipertensão intracraniana é um fator prognóstico negativo no TCE. Para mitigar o risco de aumento da PIC durante a intubação, é fundamental realizar uma pré-medicação adequada com sedativos (ex: etomidato, propofol, midazolam) e, em alguns casos, opioides (ex: fentanil) e bloqueadores neuromusculares (ex: rocurônio, succinilcolina). O objetivo é garantir uma intubação rápida e suave, minimizando o tempo de laringoscopia e a resposta hemodinâmica. O controle da PIC é um pilar no tratamento do TCE.
A laringoscopia e a intubação são estímulos nociceptivos que ativam o sistema simpático, causando taquicardia e hipertensão arterial. Essa elevação da pressão sistêmica pode ser transmitida ao leito vascular cerebral, aumentando a PIC, especialmente se a autorregulação cerebral estiver comprometida.
São utilizados sedativos (como etomidato, propofol ou midazolam), opioides (como fentanil) e bloqueadores neuromusculares (como rocurônio ou succinilcolina) para garantir uma intubação rápida, suave e minimizar a resposta hemodinâmica.
O controle da PIC é crucial no TCE para prevenir a isquemia cerebral secundária, pois a hipertensão intracraniana reduz a pressão de perfusão cerebral e pode levar à herniação cerebral, resultando em danos neurológicos irreversíveis ou morte.
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