HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Mulher de 25 anos, vítima de colisão automotiva frontal, apresenta rebaixamento do nível de consciência por trauma cranioencefálico grave (Escala de coma de Glasgow: 7), FR: 10 irpm e saturação de O₂: 82% em O₂ suplementar. Há suspeita de fratura de coluna cervical. Vias aéreas pérvias. Nesse caso, qual é a conduta imediata correta?
Glasgow ≤ 8 → Indicação de Via Aérea Definitiva (IOT).
Pacientes com TCE grave (Glasgow ≤ 8) perdem reflexos de proteção de via aérea e necessitam de intubação para prevenir hipóxia e lesão secundária.
No atendimento ao trauma (ABCDE), o 'A' (Airway) com controle da coluna cervical é a primeira prioridade. No TCE grave, a manutenção de uma oxigenação adequada e normocapnia é vital para minimizar a lesão secundária. A intubação orotraqueal é o método preferencial de via aérea definitiva. A sequência rápida de intubação (SRI) deve ser utilizada para minimizar o aumento da pressão intracraniana durante o procedimento, utilizando agentes de indução e bloqueadores neuromusculares adequados.
Pacientes com pontuação na Escala de Coma de Glasgow igual ou inferior a 8 (TCE grave) geralmente não conseguem manter a patência da via aérea ou proteger-se contra aspiração. Além disso, a hipóxia e a hipercapnia são potentes causadores de lesão cerebral secundária, tornando a ventilação controlada essencial.
A técnica recomendada é a estabilização manual em linha (MILS). Um assistente mantém a cabeça e o pescoço do paciente em posição neutra, impedindo a hiperextensão ou rotação durante a laringoscopia, enquanto o colar cervical é aberto temporariamente para facilitar a visualização.
A intubação nasotraqueal é contraindicada em pacientes com apneia e em casos de suspeita de fratura de base de crânio (sinal de Guaxinim, rinorreia), devido ao risco de inserção acidental do tubo no parênquima cerebral através da lâmina crivosa fraturada.
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