HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024
Você recebe uma menina de 1 ano e 10 meses de idade, com história de queda não presenciada de degrau. Ela é admitida na emergência com escala de coma de Glasgow 15, obedecendo comandos, sem relato de perda de consciência, com ocorrência de 1 episódio de vômito. Qual é a conduta para esse caso?
TCE pediátrico leve (<2 anos) com Glasgow 15 e 1 vômito isolado → Observação hospitalar, sem TC imediata se sem outros sinais de alarme.
Em crianças pequenas com TCE leve (Glasgow 15) e vômito isolado, a observação hospitalar é frequentemente a conduta inicial preferencial, evitando a radiação da TC se não houver outros sinais de alarme ou piora clínica, conforme protocolos como o PECARN.
O trauma cranioencefálico (TCE) é uma das causas mais comuns de atendimento em emergências pediátricas. A avaliação e manejo adequados são cruciais, especialmente em crianças pequenas, onde os sinais podem ser sutis e o risco de lesão cerebral é significativo, exigindo uma abordagem cautelosa. Em crianças menores de 2 anos, o mecanismo de trauma e a presença de sinais de alarme (como alteração do nível de consciência, convulsões, vômitos persistentes) guiam a conduta. Um único episódio de vômito em um paciente com Glasgow 15 e sem outros achados preocupantes pode ser manejado com observação clínica rigorosa. A decisão de realizar uma tomografia de crânio deve ser individualizada, ponderando o risco de radiação versus o benefício diagnóstico. Escalas de decisão clínica como o PECARN (Pediatric Emergency Care Applied Research Network) auxiliam na estratificação de risco. A observação hospitalar é uma estratégia segura para pacientes com baixo risco, permitindo a detecção precoce de qualquer deterioração clínica.
A tomografia de crânio é indicada em TCE pediátrico leve se houver sinais de alarme como alteração do nível de consciência, convulsões, sinais de fratura de base de crânio, cefaleia progressiva, vômitos persistentes ou mecanismo de trauma de alta energia.
Sinais de alarme incluem alteração do nível de consciência, letargia, irritabilidade persistente, convulsões, fontanela abaulada, sinais neurológicos focais, vômitos persistentes, cefaleia progressiva e evidência de fratura de crânio.
A observação hospitalar permite monitorar a evolução clínica da criança, evitando a exposição desnecessária à radiação da tomografia, que pode ter riscos a longo prazo, especialmente em pacientes estáveis com baixo risco de lesão intracraniana significativa.
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