Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Paciente, 7 anos, dá entrada no pronto-socorro após apresentar queda de bicicleta. No momento do trauma não apresentou perda de consciência ou vômitos. Ao exame físico o paciente apresenta abertura ocular apenas ao chamado, confuso e não obedeceu a comandos simples. De acordo com o quadro apresentado, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
TCe pediátrico + Glasgow < 15 ou alteração consciência = TC crânio URGENTE.
Em TCe pediátrico, qualquer alteração no nível de consciência (Glasgow < 15, confusão, não obedece comandos) é um sinal de alerta grave que indica a necessidade de neuroimagem urgente para descartar lesões intracranianas.
O Trauma Cranioencefálico (TCe) em crianças é uma causa comum de morbimortalidade, exigindo avaliação e manejo rápidos. A avaliação inicial foca na estabilização do paciente e na identificação de sinais de gravidade. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) adaptada para pediatria é uma ferramenta essencial para quantificar o nível de consciência e guiar a tomada de decisão. Sinais de alerta como alteração do nível de consciência (confusão, sonolência excessiva, Glasgow < 15), vômitos persistentes, convulsões, cefaleia progressiva ou sinais neurológicos focais indicam a necessidade urgente de neuroimagem. A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame de escolha para identificar lesões intracranianas como hematomas, contusões ou edema cerebral. A conduta em TCe pediátrico varia conforme a gravidade. Em casos leves, a observação pode ser suficiente, mas em pacientes com sinais de alerta ou Glasgow alterado, a TC de crânio é imperativa para um diagnóstico precoce e intervenção adequada, prevenindo sequelas neurológicas graves. A decisão deve ser individualizada, considerando o mecanismo do trauma e os achados clínicos.
Critérios incluem Glasgow < 15, sinais de fratura de base de crânio, convulsões pós-traumáticas, déficits neurológicos focais, suspeita de abuso infantil e alterações no nível de consciência.
A Escala de Coma de Glasgow modificada para pediatria é fundamental para avaliar o nível de consciência e a gravidade do TCe, guiando a conduta e o prognóstico.
A observação pode ser considerada em TCe leve sem fatores de risco, com Glasgow 15 e sem alterações neurológicas, mas sempre com orientação clara aos pais sobre sinais de alerta.
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