HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
No caso de trauma cranioencefálico com Glasgow entre 13 e 10 após avaliação tomográfica são indicadas as seguintes medidas clínicas
TCE moderado (Glasgow 10-13) → Elevar cabeceira 30°, restrição hídrica, hipocapnia leve (30-35 mmHg) para controle da PIC.
Em TCE moderado, o objetivo é prevenir lesões cerebrais secundárias. Medidas como elevação da cabeceira a 30° e restrição hídrica ajudam a otimizar a drenagem venosa cerebral e evitar edema. A hipocapnia leve (30-35 mmHg) pode ser usada para reduzir a PIC, mas a hiperventilação profunda e prolongada é prejudicial.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) moderado, definido por um escore na Escala de Coma de Glasgow (ECG) entre 9 e 12, exige um manejo cuidadoso para prevenir lesões cerebrais secundárias e otimizar o prognóstico. Após a estabilização inicial e a avaliação por tomografia computadorizada, as medidas clínicas visam principalmente o controle da pressão intracraniana (PIC) e a manutenção de uma perfusão cerebral adequada. Entre as condutas indicadas, a elevação da cabeceira do leito a 30 graus é fundamental, pois facilita a drenagem venosa cerebral e linfática, contribuindo para a redução da PIC. A restrição de líquidos, evitando soluções hipotônicas, é importante para prevenir o edema cerebral e a hiponatremia, que podem agravar o inchaço cerebral. A manutenção da euvolemia com soluções isotônicas é o ideal. A hipocapnia controlada, com uma PaCO2 em torno de 30-35 mmHg, pode ser utilizada para induzir vasoconstrição cerebral e, assim, reduzir a PIC. No entanto, a hiperventilação profunda (PaCO2 < 25 mmHg) deve ser evitada, pois pode causar isquemia cerebral devido à vasoconstrição excessiva. Outras medidas incluem o controle da dor, sedação adequada, controle da temperatura e prevenção de convulsões.
As medidas iniciais incluem garantir via aérea pérvia, ventilação e circulação adequadas, avaliação neurológica com ECG, e tomografia de crânio. Após a avaliação tomográfica, o manejo visa prevenir lesões secundárias.
A elevação da cabeceira a 30° facilita a drenagem venosa cerebral, ajudando a reduzir a pressão intracraniana (PIC). A restrição hídrica, evitando soluções hipotônicas, previne o edema cerebral e a hiponatremia, que podem agravar a PIC.
A hipocapnia (PaCO2 entre 30-35 mmHg) causa vasoconstrição cerebral, o que reduz o volume sanguíneo cerebral e, consequentemente, a pressão intracraniana. No entanto, a hiperventilação profunda (PaCO2 < 25 mmHg) deve ser evitada, pois pode levar à isquemia cerebral.
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