SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020
Judite, 63 anos, foi vítima de um atropelamento, sendo atingida na cabeça, no tronco e pernas. Ao exame, Judite encontrava-se confusa, porém capaz de localizar as regiões dolorosas, e com abertura ocular apenas ao chamado (Glasgow = 12 pontos). Apresenta-se taquipneica, com cefaleia e irritabilidade. A conduta inicial mais adequada, nesse caso, é:
TCE moderado (Glasgow 9-12) → ABCDE, imobilização cervical, analgesia, transferência para centro de trauma.
Paciente com TCE moderado (Glasgow 12) após trauma múltiplo requer atendimento inicial padronizado (ABCDE do ATLS), incluindo imobilização cervical e garantia de vias aéreas. A presença de cefaleia e irritabilidade, junto com o mecanismo de trauma, indica a necessidade de avaliação especializada e exames de imagem em um centro de trauma.
O trauma cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente em vítimas de acidentes. A classificação do TCE pela Escala de Coma de Glasgow (ECG) é fundamental para guiar a conduta. Um TCE moderado (ECG 9-12) indica um risco significativo de lesões intracranianas e exige uma abordagem sistemática e rápida. O atendimento inicial de qualquer paciente traumatizado segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a avaliação e estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC). A imobilização da coluna cervical é mandatório até que lesões sejam descartadas. Em casos de TCE moderado, mesmo com estabilidade inicial, a presença de sintomas como cefaleia e irritabilidade, associados ao mecanismo de trauma, justifica a necessidade de exames de imagem (TC de crânio) e avaliação por um neurocirurgião. A transferência para um centro de trauma capacitado é crucial para garantir acesso a recursos diagnósticos e terapêuticos especializados. A analgesia adequada é importante para o conforto do paciente e para evitar o aumento da pressão intracraniana secundário à dor. A observação isolada sem investigação complementar é inadequada para TCE moderado, pois pode atrasar o diagnóstico e tratamento de lesões potencialmente fatais.
O TCE é classificado como leve (Glasgow 13-15), moderado (Glasgow 9-12) ou grave (Glasgow 3-8). A paciente Judite, com Glasgow 12, apresenta um TCE moderado.
A conduta inicial segue o protocolo ATLS: avaliação e manejo das vias aéreas (A), respiração (B), circulação (C), déficit neurológico (D) e exposição (E), com imobilização cervical rigorosa e transferência para um centro de trauma.
Pacientes com TCE moderado devem ser avaliados por neurocirurgia e submetidos a exames de imagem (tomografia de crânio) para identificar lesões intracranianas que possam necessitar de intervenção cirúrgica.
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