USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Mulher, 78 anos de idade, bateu a cabeça no chão há 2 horas, após escorregar. Nega perda de consciência e lembra de tudo que aconteceu. Tem ferimento cortocontuso frontal. Faz uso de losartana e hidroclorotiazida. Ao exame físico, encontra-se com a escala de coma de Glasgow de 15, pupilas sem alterações e com ferimento frontal de 2 cm. Após a realização da sutura, qual é a conduta mais adequada?
TCE leve em idoso > 65 anos ou anticoagulado → TC de crânio SEMPRE.
Pacientes idosos com trauma cranioencefálico leve, mesmo com Glasgow 15 e sem perda de consciência, têm maior risco de lesões intracranianas e necessitam de tomografia de crânio devido à fragilidade vascular e atrofia cerebral.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) leve, definido por uma Escala de Coma de Glasgow (ECG) de 13 a 15, é uma condição comum no pronto-socorro. Embora a maioria dos pacientes tenha um bom prognóstico, uma parcela pode desenvolver lesões intracranianas significativas, especialmente em grupos de risco. Pacientes idosos (> 60-65 anos) representam um grupo de alto risco para lesões intracranianas após TCE leve, mesmo na ausência de perda de consciência ou déficits neurológicos focais. Isso se deve à atrofia cerebral, que aumenta o espaço subdural e a fragilidade das veias pontes, e ao uso frequente de medicações que afetam a coagulação. A tomografia computadorizada de crânio é a conduta mais adequada nesses casos para descartar hematomas intracranianos (subdural, epidural, intraparenquimatoso) ou contusões. Critérios como os de New Orleans e Canadian CT Head Rule auxiliam na decisão, mas a idade avançada e o mecanismo de trauma são fatores importantes a serem considerados, justificando a TC mesmo em pacientes com GCS 15.
Um Trauma Cranioencefálico (TCE) é considerado leve quando a Escala de Coma de Glasgow (ECG) está entre 13 e 15 pontos, sem sinais de lesão cerebral grave, como déficits neurológicos focais ou fraturas de base de crânio.
Idosos têm maior risco devido à atrofia cerebral, que aumenta o espaço subdural e a tensão nas veias pontes, tornando-as mais suscetíveis a rupturas. Além disso, a fragilidade vascular e o uso de anticoagulantes/antiagregantes aumentam o risco de sangramentos.
Critérios como idade > 60-65 anos, uso de anticoagulantes/antiagregantes, vômitos repetidos, convulsão pós-traumática, amnésia retrógrada > 30 minutos, cefaleia intensa, ou sinais de fratura de crânio indicam a necessidade de TC, mesmo com GCS 15.
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