UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2017
Homem, 73a, referindo queda da própria altura há quatro horas, teve ferimento cortocontuso na região temporal esquerda sem perda de consciência, em uso de clopidogrel. Exame físico: escala de coma de Glasgow = 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Além da sutura do ferimento, a conduta é:
Idoso em clopidogrel com TCE leve (GCS 15) e ferimento → TC de crânio (risco sangramento) + profilaxia tétano.
Pacientes idosos, mesmo com TCE leve (Glasgow 15) e sem perda de consciência, especialmente se em uso de antiagregantes plaquetários como o clopidogrel, têm um risco aumentado de hemorragia intracraniana. Portanto, a tomografia computadorizada de crânio é mandatória. A profilaxia antitetânica é indicada para ferimentos cortocontusos.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) em idosos representa um desafio clínico significativo, mesmo quando classificado como leve (Escala de Coma de Glasgow - GCS 13-15). A população idosa é mais vulnerável a complicações intracranianas devido a fatores como atrofia cerebral (que aumenta o espaço subdural e o risco de hematomas), fragilidade vascular e comorbidades, incluindo o uso frequente de medicamentos antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes. Nesse cenário, um paciente idoso em uso de clopidogrel, mesmo com GCS 15 e sem perda de consciência, tem um risco elevado de desenvolver hematoma intracraniano (epidural, subdural ou intraparenquimatoso) que pode se expandir e causar deterioração neurológica tardia. Portanto, a realização de uma Tomografia Computadorizada (TC) de crânio é fundamental para descartar lesões intracranianas e guiar a conduta. Além disso, qualquer ferimento cortocontuso requer avaliação para profilaxia antitetânica, seguindo as diretrizes de vacinação e tipo de ferida. A conduta inicial em TCE em idosos com uso de antiagregantes/anticoagulantes deve incluir a suspensão temporária da medicação (se clinicamente seguro e após avaliação do risco-benefício), reversão da anticoagulação/antiagregação se houver sangramento intracraniano significativo, e monitorização neurológica rigorosa. A profilaxia antitetânica é um componente essencial do manejo de feridas, visando prevenir infecções graves.
Idosos e pacientes em uso de antiagregantes ou anticoagulantes têm maior risco de desenvolver hemorragias intracranianas significativas, mesmo após traumas leves, devido à fragilidade vascular e alteração da coagulação.
A profilaxia depende do status vacinal do paciente e do tipo de ferimento. Ferimentos cortocontusos, sujos ou com risco de contaminação por Clostridium tetani, geralmente requerem reforço vacinal e/ou imunoglobulina antitetânica.
Em pacientes de baixo risco, não necessariamente. No entanto, fatores como idade avançada, uso de anticoagulantes/antiagregantes, mecanismo de trauma de alta energia ou sinais de fratura de crânio elevam o risco e justificam a TC, mesmo com Glasgow 15.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo