HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Um motociclista de 40 anos foi vitima de um atropelamento por um caminhão. Na avaliação inicial, ele está inconsciente, com respiração irregular, pupilas anisocóricas e Glasgow Come Scale de 6 pontos. A tomografia de crânio revela lesão com desvio da linha média. Dentre as alternativas, a conduta prioritária deve ser:
TCE grave (Glasgow ≤ 8) com sinais de herniação (anisocoria, desvio linha média) → prioridade é via aérea (IOT).
Em um paciente com Trauma Cranioencefálico (TCE) grave (Glasgow ≤ 8), a proteção da via aérea através da intubação orotraqueal e ventilação mecânica é a conduta prioritária. Isso garante oxigenação e ventilação adequadas, prevenindo hipóxia e hipercapnia, que podem agravar a lesão cerebral secundária e a hipertensão intracraniana.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente em jovens. O manejo inicial do TCE grave é crucial e segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), priorizando a avaliação e estabilização da via aérea, respiração e circulação. Um Glasgow Coma Scale (GCS) de 6 pontos e a presença de anisocoria e desvio da linha média indicam um TCE grave com risco iminente de herniação cerebral. A conduta prioritária em um paciente com TCE grave e GCS ≤ 8 é a proteção da via aérea através da intubação orotraqueal (IOT) e o início da ventilação mecânica. Isso garante a oxigenação cerebral adequada e o controle da PaCO2, evitando hipóxia e hipercapnia, que são potentes vasodilatadores cerebrais e podem aumentar a pressão intracraniana (PIC), agravando a lesão cerebral secundária. A respiração irregular também é um sinal de disfunção do tronco cerebral, reforçando a necessidade de suporte ventilatório. Após a estabilização da via aérea e ventilação, outras medidas para o manejo da hipertensão intracraniana podem ser implementadas, como a administração de manitol ou solução salina hipertônica, e a avaliação para intervenção cirúrgica (craniotomia descompressiva) se houver lesão com efeito de massa significativa. No entanto, sem uma via aérea protegida e ventilação adequada, todas as outras intervenções terão eficácia limitada e o prognóstico será pior.
A intubação orotraqueal é prioritária no TCE grave (Glasgow ≤ 8) para proteger a via aérea, prevenir aspiração, garantir oxigenação adequada e controlar a ventilação, evitando hipóxia e hipercapnia, que são fatores que agravam a lesão cerebral secundária e a hipertensão intracraniana.
Sinais de hipertensão intracraniana incluem alteração do nível de consciência, anisocoria (diferença no tamanho das pupilas), bradicardia, hipertensão arterial (reflexo de Cushing), posturas de decorticação ou descerebração, e desvio da linha média na tomografia de crânio.
A craniotomia descompressiva é uma medida cirúrgica para reduzir a pressão intracraniana refratária ao tratamento clínico máximo. É indicada em casos de lesões com efeito de massa significativo, como hematomas epidurais ou subdurais grandes, ou edema cerebral difuso grave com sinais de herniação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo