UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2017
Homem, 22a, perde o controle da motocicleta e colide contra um muro. É trazido ao pronto atendimento por transeuntes. Exame físico: vias aéreas: estridor respiratório com sangue em cavidade oral e fratura de mandíbula; FR = 32 irpm; oximetria de pulso (ar ambiente) = 96%; tórax: murmúrio vesicular diminuído à esquerda com enfisema subcutâneo e crepitação ao nível dos quarto, quinto e sexto arcos costais; PA = 130 x 80 mmHg; FC = 120 bpm; abdome e pelve: sem alteração; FAST = negativo; neurológico: escala de coma de Glasgow = 7 e pupilas isofotorreagentes. A sequência adequada das condutas é:
Trauma grave com GCS < 8, estridor, MV ↓ e enfisema subcutâneo → Colar cervical, O2, Via Aérea Definitiva, Drenagem Torácica.
Paciente politraumatizado com Glasgow 7, estridor respiratório e sinais de trauma torácico (MV diminuído, enfisema subcutâneo) exige priorização imediata da via aérea definitiva e da ventilação, além da imobilização cervical e tratamento de lesões torácicas com risco de vida, seguindo o protocolo ATLS.
O manejo do paciente politraumatizado segue a abordagem sistemática do Advanced Trauma Life Support (ATLS), priorizando a avaliação e tratamento das lesões que ameaçam a vida (ABCDE). Este caso apresenta um paciente jovem com trauma múltiplo grave após acidente de moto, com comprometimento significativo da via aérea (estridor, sangue, fratura de mandíbula), da respiração (MV diminuído, enfisema subcutâneo, fraturas costais) e do nível de consciência (Glasgow 7). A epidemiologia do trauma é vasta, sendo uma das principais causas de morte e incapacidade em jovens. A importância clínica reside na necessidade de uma abordagem rápida e organizada para identificar e tratar lesões que podem levar à morte em minutos. A fisiopatologia envolve a resposta sistêmica ao trauma, com risco de hipóxia, choque e lesão cerebral secundária. O diagnóstico inicial é clínico, baseado na avaliação primária (ABCDE). A suspeita de lesões graves deve ser alta, e a intervenção deve ser imediata. Um Glasgow < 8 é uma indicação clássica para via aérea definitiva. O estridor e a fratura de mandíbula indicam obstrução iminente da via aérea. O murmúrio vesicular diminuído com enfisema subcutâneo e crepitação costal sugere pneumotórax ou hemotórax, que podem ser hipertensivos ou maciços. O tratamento segue a ordem de prioridade: A (Airway com proteção cervical) – garantir via aérea pérvia e protegida, B (Breathing) – garantir ventilação e oxigenação adequadas, C (Circulation) – controle de hemorragias e reposição volêmica, D (Disability) – avaliação neurológica, E (Exposure) – exposição e prevenção de hipotermia. Neste caso, a sequência adequada envolve imobilização cervical, suplementação de oxigênio, garantia de via aérea definitiva (intubação orotraqueal devido ao Glasgow 7 e sinais de obstrução) e tratamento de lesões torácicas (drenagem torácica para pneumotórax/hemotórax). O prognóstico depende da gravidade das lesões e da rapidez e eficácia das intervenções iniciais.
Um Glasgow de 7 indica um trauma cranioencefálico grave, com alto risco de perda da proteção de via aérea e broncoaspiração. A via aérea definitiva (intubação orotraqueal) garante a patência da via aérea, protege contra aspiração e permite ventilação adequada.
Sinais como estridor, FR elevada, oximetria baixa, murmúrio vesicular diminuído ou abolido, enfisema subcutâneo e crepitação costal indicam comprometimento respiratório grave, sugerindo lesões como pneumotórax, hemotórax ou contusão pulmonar, que requerem intervenção rápida.
O colar cervical é fundamental para imobilizar a coluna cervical e prevenir lesões medulares secundárias em pacientes com trauma, especialmente aqueles com trauma cranioencefálico, facial ou torácico, até que a integridade da coluna seja radiologicamente excluída.
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