HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Uma criança de 5 anos foi atropelada e chegou à unidade de emergência comatosa (escala de coma de Glasgow = 7). Durante a avaliação inicial a paciente evoluiu com piora do estado neurológico (Glasgow 5) e anisocoria. Qual é a conduta de emergência recomendado neste momento?
TCE grave com deterioração neurológica e anisocoria → Sinais de herniação cerebral = Craniotomia descompressiva emergencial.
A piora do Glasgow e o surgimento de anisocoria em um paciente com TCE grave indicam herniação cerebral iminente ou em curso, uma emergência neurocirúrgica. A craniotomia descompressiva visa reduzir a pressão intracraniana e prevenir danos cerebrais irreversíveis.
O trauma cranioencefálico (TCE) pediátrico é uma causa importante de morbimortalidade. A identificação precoce de sinais de hipertensão intracraniana (HIC) e herniação cerebral é crucial para o prognóstico. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é fundamental na avaliação inicial e monitoramento contínuo do estado neurológico. A deterioração neurológica rápida, como a queda na ECG e o surgimento de anisocoria (diferença no tamanho das pupilas), sugere HIC grave e possível herniação cerebral, geralmente por lesão com efeito de massa (hematoma, contusão). A anisocoria unilateral pode indicar compressão do nervo oculomotor, um sinal de herniação transtentorial. A conduta emergencial nesses casos é a craniotomia descompressiva, que visa reduzir a pressão intracraniana e evitar danos irreversíveis ao tronco cerebral. Medidas como elevação da cabeceira e administração de vasopressores são secundárias ou contraindicadas em caso de herniação iminente. Corticosteroides não são recomendados rotineiramente no TCE.
Os sinais de alerta incluem deterioração rápida da Escala de Coma de Glasgow, anisocoria (diferença no tamanho das pupilas), bradicardia, hipertensão arterial e alterações respiratórias (tríade de Cushing).
A craniotomia descompressiva é emergencial para reduzir a pressão intracraniana causada por lesões com efeito de massa, prevenindo a herniação cerebral e o dano irreversível ao tronco cerebral, que pode ser fatal.
Corticosteroides não são recomendados rotineiramente no tratamento do TCE, pois estudos não demonstraram benefício e podem estar associados a desfechos piores, exceto em casos específicos de edema vasogênico por tumores.
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