UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Homem, 22a, sofreu queda de motocicleta em autoestrada, é trazido pelo Atendimento Pré-Hospitalar Básico com cânula de Guedel e máscara de oxigênio não reinalante com 15L/min. Exame físico na Sala de Emergência: PA= 113x84mmHg, FC= 102bpm, FR= 20irpm, oximetria de pulso= 99%; Neurológico: Escala de Coma de Glasgow= 7 e pupilas anisocóricas (direita > esquerda). Realizados: punção de um acesso venoso periférico calibroso, infusão intravenosa de 500mL de solução cristaloide aquecida e coleta de sangue para tipagem sanguínea. A CONDUTA A SEGUIR É:
TCE grave (ECG 7) + anisocoria (pupila >) → Sinais de herniação cerebral → Intubação imediata para controle via aérea e hiperventilação controlada.
Um paciente com TCE grave (ECG 7) e anisocoria (pupila direita > esquerda) apresenta sinais de herniação cerebral iminente ou em curso, indicando hipertensão intracraniana. A prioridade é proteger a via aérea e garantir ventilação adequada, sendo a intubação orotraqueal imediata a conduta mais apropriada para otimizar a oxigenação e ventilação, e considerar hiperventilação controlada.
O trauma cranioencefálico (TCE) grave é uma das principais causas de morte e incapacidade em pacientes jovens. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na estabilização da via aérea (A), respiração (B) e circulação (C). Um paciente com Escala de Coma de Glasgow (ECG) ≤ 8 é considerado com TCE grave e requer intubação orotraqueal para proteção da via aérea e controle da ventilação. A presença de anisocoria, especialmente com uma pupila dilatada e pouco reativa, em um paciente com TCE grave, é um sinal alarmante de herniação cerebral, indicando compressão do tronco cerebral devido ao aumento da pressão intracraniana (PIC). Esta é uma emergência neurocirúrgica que exige intervenção imediata para prevenir danos cerebrais irreversíveis. A conduta imediata inclui intubação orotraqueal para garantir oxigenação e ventilação adequadas, com o objetivo de manter a PaCO2 entre 30-35 mmHg (hiperventilação moderada e controlada, se houver sinais de herniação). Outras medidas incluem elevação da cabeceira a 30 graus, administração de agentes osmóticos (manitol ou solução salina hipertônica) e neuroimagem urgente (tomografia de crânio) para identificar a lesão causadora e planejar a intervenção cirúrgica, se necessária.
Anisocoria (diferença no tamanho das pupilas) em um paciente com TCE grave, especialmente com uma pupila dilatada e não reativa, é um sinal clássico de herniação cerebral, indicando compressão do nervo oculomotor (III par craniano) devido ao aumento da pressão intracraniana.
A prioridade é o controle da via aérea e da ventilação. A intubação orotraqueal imediata é essencial para proteger a via aérea, garantir oxigenação adequada e permitir o controle da PaCO2, que pode ser usada para reduzir a pressão intracraniana.
Além do controle da via aérea, outras medidas incluem elevação da cabeceira a 30 graus, uso de manitol ou solução salina hipertônica para reduzir a pressão intracraniana, e neuroimagem urgente para identificar a lesão causadora.
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