Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Um paciente de 22 anos, sexo masculino, foi trazido ao PS após acidente automobilístico. O paciente dirigia o carro, que chocou-se contra uma árvore, não usava cinto de segurança e apresentava hálito alcoólico. Ao exame inicial hospitalar, apresentava Escala de Coma de Glasgow de 13 pontos e uma ferida frontal com sangramento que foi contido com enfaixamento. O paciente falava de forma desorientada com o examinador, que suspeitou de uso de outras drogas ilícitas em associação com o álcool. Uma tomografia de crânio foi feita, avaliada por neurocirurgião, que afirmou não haver lesões cirúrgicas no momento, portanto, solicitou monitorização na sala de urgência. Na sala de urgência, cerca de 1 hora após a tomografia, um acadêmico do sexto ano estava realizando a sutura na região frontal do paciente, quando observou que o mesmo começou a respirar ruidosamente, não acordando ao chamado verbal ou estimulação dolorosa. Ao exame, a Escala de Coma de Glasgow é 8. Assinale a única conduta INCORRETA entre as afirmativas abaixo.
GCS ≤ 8 em TCE → intubação para proteção de via aérea; evitar glicose hipertônica sem confirmação de hipoglicemia.
A deterioração neurológica em um paciente com trauma cranioencefálico (TCE), evidenciada pela queda da Escala de Coma de Glasgow (GCS ≤ 8), exige prioridade na proteção da via aérea (intubação). Embora a hipoglicemia seja um diagnóstico diferencial de coma, a administração empírica e rápida de grandes volumes de glicose hipertônica em pacientes com TCE pode ser prejudicial, aumentando o risco de edema cerebral. A glicemia deve ser verificada antes da administração.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, exigindo uma abordagem rápida e sistemática. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS, com foco na estabilização da via aérea, respiração e circulação. A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta crucial para monitorar o nível de consciência e identificar deterioração neurológica. A queda da GCS para 8 ou menos é um forte indicativo de necessidade de intubação orotraqueal para proteção da via aérea e prevenção de aspiração, uma complicação comum em pacientes com rebaixamento do nível de consciência. A monitorização contínua do estado neurológico é imperativa, e qualquer mudança significativa deve levar à reavaliação por um neurocirurgião e, se necessário, a uma nova tomografia de crânio. É fundamental considerar diagnósticos diferenciais para o coma, como intoxicações exógenas e hipoglicemia. No entanto, a administração empírica de grandes volumes de soluções glicosadas hipertônicas em pacientes com TCE deve ser evitada sem a confirmação de hipoglicemia, devido ao risco de agravar o edema cerebral. O manejo do TCE exige um equilíbrio entre a correção de condições reversíveis e a prevenção de lesões cerebrais secundárias.
A intubação é indicada quando a Escala de Coma de Glasgow (GCS) é igual ou inferior a 8, para proteger a via aérea contra aspiração e garantir ventilação adequada.
A administração de glicose hipertônica em pacientes normoglicêmicos ou hiperglicêmicos com TCE pode aumentar a osmolaridade sérica e agravar o edema cerebral, piorando o prognóstico.
Os passos incluem reavaliação imediata da via aérea, respiração e circulação (ABC), nova avaliação da GCS, exame neurológico focado, e reavaliação da tomografia de crânio com notificação ao neurocirurgião.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo