HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
Menino de 6 anos estava em um buffet infantil e caiu de um brinquedo de mais ou menos 2 metros de altura, sendo levado imediatamente ao pronto-socorro. Os pais negam vômitos ou perda de consciência. Ao exame físico de entrada, apresenta glasgow = 15, hematoma subgaleal parietal à esquerda e hemotímpano homolateral. A conduta indicada é
Hemotímpano em trauma craniano pediátrico (mesmo com Glasgow 15) → sinal de fratura de base de crânio = TC de crânio obrigatória.
A presença de hemotímpano em um paciente pediátrico após trauma craniano, mesmo que o Glasgow seja 15 e os pais neguem vômitos ou perda de consciência, é um sinal clínico de fratura de base de crânio. Este achado é uma indicação clara para a realização de tomografia computadorizada de crânio, a fim de avaliar a extensão da fratura e descartar lesões intracranianas associadas, independentemente da aparente estabilidade clínica inicial.
O trauma craniano pediátrico é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças, sendo as quedas um mecanismo comum de lesão. A avaliação de uma criança com trauma craniano exige uma abordagem sistemática para identificar rapidamente aqueles com risco de lesão intracraniana grave, mesmo que inicialmente pareçam assintomáticos. A compreensão dos sinais de alerta e a indicação correta de exames de imagem são cruciais para a prática do residente. A fisiopatologia do trauma craniano pode variar de uma concussão leve a lesões cerebrais traumáticas graves, incluindo hemorragias e fraturas. A fratura de base de crânio, embora nem sempre associada a uma alteração imediata do nível de consciência, é um achado significativo que indica um trauma de energia considerável e aumenta o risco de complicações, como fístulas liquóricas e infecções. O hemotímpano, que é o acúmulo de sangue atrás da membrana timpânica, é um sinal clínico direto de fratura do osso temporal, parte da base do crânio. Sua presença, mesmo em uma criança com Glasgow 15, é um forte indicador de que uma tomografia computadorizada (TC) de crânio é necessária para avaliar a extensão da fratura e descartar lesões intracranianas associadas. O tratamento inicial de uma criança com trauma craniano foca na estabilização e na identificação de lesões com risco de vida. A TC de crânio é o exame de imagem de escolha para avaliar fraturas de crânio e lesões intracranianas. A decisão de realizar a TC deve ser baseada em critérios clínicos bem estabelecidos, como as regras de predição clínica (ex: PECARN), que visam otimizar a detecção de lesões clinicamente importantes, minimizando a exposição à radiação. No caso de hemotímpano, a indicação da TC é clara. O prognóstico depende da gravidade da lesão e da rapidez do diagnóstico e tratamento, ressaltando a importância de uma avaliação cuidadosa e da interpretação correta dos sinais clínicos.
Os principais sinais incluem hemotímpano (sangue atrás da membrana timpânica), sinal de Battle (equimose retroauricular), olhos de guaxinim (equimose periorbital), rinorreia ou otorreia de líquor (saída de líquido cefalorraquidiano pelo nariz ou ouvido) e paralisia de nervos cranianos, especialmente o VII (facial).
O hemotímpano indica sangramento no ouvido médio, geralmente causado por uma fratura do osso temporal que se estende até a base do crânio. É um sinal direto de fratura de base de crânio e, portanto, um marcador de risco para lesões intracranianas associadas, mesmo na ausência de outros sintomas graves.
A TC de crânio é indicada em crianças com trauma craniano que apresentam alteração do nível de consciência (Glasgow < 15), sinais de fratura de base de crânio (como hemotímpano), convulsões pós-traumáticas, déficits neurológicos focais, suspeita de fratura de crânio deprimida ou aberta, ou mecanismo de trauma de alta energia com sinais de alerta.
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