IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 88 anos, portador de hipertensão e diabetes, com histórico de cateterismo e colocação de stent há 2 anos, em uso de anticoagulante oral, foi trazido pelo cuidador após queda da própria altura em casa. Não apresentou perda de consciência desde a queda até a chegada ao hospital. Ao exame físico, apresenta hematoma subgaleal frontal à esquerda, sem alterações no exame respiratório e sem dor abdominal. Qual deve ser a conduta inicial?
Idoso em anticoagulante pós-queda, mesmo sem perda de consciência → TC de crânio para excluir lesão intracraniana.
Pacientes idosos, especialmente aqueles em uso de anticoagulantes, têm risco elevado de lesões intracranianas após trauma craniano, mesmo em quedas de baixa energia e sem perda de consciência. A tomografia computadorizada de crânio é essencial para descartar hematomas, que podem ter evolução insidiosa.
O trauma craniano em idosos, mesmo decorrente de quedas de baixa energia, representa um desafio clínico significativo devido à maior vulnerabilidade dessa população. Fatores como atrofia cerebral, fragilidade vascular e o uso frequente de medicamentos como anticoagulantes aumentam drasticamente o risco de lesões intracranianas graves, como hematomas subdurais e epidurais. A apresentação clínica pode ser atípica, com sintomas neurológicos sutis ou tardios, e a ausência de perda de consciência inicial não exclui a presença de lesões. Pacientes em uso de anticoagulantes orais têm um risco particularmente elevado de sangramento intracraniano, o que torna a investigação imediata ainda mais crítica. A conduta inicial mais apropriada para um idoso em uso de anticoagulante que sofreu uma queda, mesmo sem perda de consciência e com exame físico aparentemente benigno (exceto pelo hematoma subgaleal), é a realização de uma tomografia computadorizada de crânio. Este exame é fundamental para descartar lesões intracranianas ocultas e guiar o manejo subsequente, prevenindo complicações graves e potencialmente fatais.
Idosos têm maior fragilidade vascular e atrofia cerebral, o que aumenta o espaço subdural e a tensão sobre as veias ponte. Anticoagulantes potencializam o risco de sangramento, mesmo com traumas leves.
A TC de crânio é crucial para descartar lesões intracranianas como hematomas subdurais ou epidurais, que podem se manifestar tardiamente ou com sintomas neurológicos sutis em idosos, especialmente sob anticoagulação.
Além da alteração de consciência, sinais como cefaleia persistente, vômitos, confusão, fraqueza focal, assimetria pupilar ou convulsões devem levantar suspeita e indicar reavaliação imediata.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo