FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
Considerando as recomendações do Colégio Brasileiro de Cirurgiões em Cirurgias de Trauma, segundo as orientações gerais que são estipuladas pelo CBC, SBAIT e pelo Capítulo Brasileiro do American College of Surgeons, quanto ao atendimento inicial de pacientes com trauma e com suspeita de COVID-19, é CORRETO afirmar:
Atendimento trauma em COVID-19: minimizar equipe à beira leito, priorizar EPI, não atrasar avaliação por status COVID.
No atendimento ao trauma em pacientes com suspeita de COVID-19, a prioridade é a segurança da equipe e a otimização do atendimento. Isso implica em minimizar o número de profissionais no leito, usar EPI adequado e não atrasar a avaliação primária e secundária, que são tempo-dependentes.
O atendimento ao paciente traumatizado é uma emergência tempo-dependente, e a pandemia de COVID-19 introduziu desafios adicionais, exigindo a adaptação dos protocolos para garantir a segurança da equipe sem comprometer a qualidade do cuidado. As diretrizes de instituições como o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT) são cruciais nesse cenário. A principal recomendação é que o atendimento inicial do trauma não seja atrasado pela suspeita ou confirmação de COVID-19. A avaliação primária e secundária deve seguir os princípios do ATLS, com a equipe utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados desde o primeiro contato. A minimização do número de profissionais à beira do leito é fundamental para reduzir a exposição e otimizar o uso de EPI, garantindo que apenas os membros essenciais para o atendimento direto estejam presentes. A anamnese deve ser focada e incluir perguntas sobre sintomas respiratórios e histórico de exposição, mas sem atrasar as manobras de reanimação. Procedimentos geradores de aerossóis, como a intubação orotraqueal, devem ser realizados com máxima cautela e pela equipe mais experiente. A organização do fluxo de pacientes e a designação de áreas específicas para pacientes com suspeita de COVID-19 são medidas importantes para proteger tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde.
A equipe deve utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) completos, incluindo máscara N95/PFF2, óculos de proteção ou protetor facial, luvas e avental impermeável, especialmente durante procedimentos geradores de aerossóis como intubação.
O manejo da via aérea deve ser realizado pela equipe mais experiente, com o menor número de tentativas possível, utilizando intubação de sequência rápida e minimizando a ventilação com bolsa-válvula-máscara para reduzir a geração de aerossóis.
Não, a avaliação e o manejo do trauma não devem ser adiados. As precauções padrão e baseadas na transmissão devem ser implementadas imediatamente, e o status de COVID-19 deve ser investigado concomitantemente, sem comprometer a estabilização do paciente.
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