HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
A instabilidade hemodinâmica por choque hemorrágico nos traumas contusos, se dão, geralmente por trauma em qual órgão?
Trauma contuso abdominal → choque hemorrágico → principal órgão lesado = Baço.
Em traumas contusos abdominais, o baço é o órgão sólido mais frequentemente lesado e a principal causa de choque hemorrágico, devido à sua rica vascularização e fragilidade. Lesões esplênicas podem levar a hemorragias significativas e instabilidade hemodinâmica rapidamente.
O trauma contuso abdominal é uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em acidentes automobilísticos e quedas. A instabilidade hemodinâmica por choque hemorrágico é uma das complicações mais graves e requer reconhecimento e manejo imediatos. A cavidade abdominal pode conter grandes volumes de sangue, levando rapidamente a um choque hipovolêmico. Entre os órgãos sólidos abdominais, o baço é o mais frequentemente lesado em traumas contusos, seguido pelo fígado. Sua localização superficial, fragilidade e rica vascularização o tornam particularmente vulnerável. Lesões esplênicas, que variam de lacerações capsulares a fragmentação completa, podem resultar em hemorragias intra-abdominais maciças e rápidas, levando à instabilidade hemodinâmica e choque hemorrágico. O diagnóstico de lesão esplênica e hemorragia interna é crucial. O exame físico pode revelar dor abdominal, defesa e distensão. O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ferramenta rápida e não invasiva para detectar líquido livre na cavidade abdominal. Em pacientes instáveis, a laparotomia exploradora é indicada. Em pacientes estáveis, a tomografia computadorizada com contraste é o padrão-ouro para graduar a lesão e guiar o tratamento, que pode ser conservador (não operatório) ou cirúrgico (esplenectomia ou esplenorrafia), dependendo da gravidade da lesão e da estabilidade hemodinâmica do paciente.
Os sinais e sintomas incluem dor no quadrante superior esquerdo do abdome, dor referida no ombro esquerdo (sinal de Kehr), defesa abdominal, distensão abdominal e sinais de choque hipovolêmico como taquicardia e hipotensão.
O FAST é uma ferramenta rápida à beira do leito que detecta líquido livre (sangue) na cavidade abdominal, incluindo ao redor do baço. Um FAST positivo em paciente instável indica hemorragia interna e necessidade de intervenção cirúrgica imediata.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e transfusão de sangue, controle da via aérea e respiração, e avaliação rápida da fonte do sangramento. Em pacientes instáveis com FAST positivo, a laparotomia exploradora de emergência é indicada para controle da hemorragia.
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