HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, evolveu-se em colisão carro poste. Deu entrada no pronto-socorro consciente e orientado. Os sinais vitais eram: frequência respiratória de 20 irpm, frequência cardíaca de 95 bpm e pressão arterial de 190 x 80 mmHg. Oximetria de 100% em ar ambiente. Ao exame físico, observou-se abdômen plano, porém doloroso à palpação profunda, especialmente no flanco direito. Duas horas após o trauma, o paciente foi submetido a uma tomografia, que mostrou a presença de líquido livre na região sub-hepática, além de pneumoperitônio. Submetido à laparotomia exploradora na qual foi identificada laceração de 70% da circunferência do cólon ascendente, próximo ao ângulo hepático, pouca contaminação local, pequena quantidade de sangue próximo ao cólon ascendente e na pelve e sem outras lesões aparentes. O procedimento mais indicado neste caso é:
Lesão extensa de cólon direito (estável + pouca contaminação) → Colectomia + Anastomose.
Em pacientes estáveis com lesões extensas de cólon direito (>50% da circunferência), a colectomia direita com anastomose primária (ileotransverso) é preferível à sutura simples ou estomia.
O manejo do trauma de cólon evoluiu de exteriorização obrigatória para reparo primário ou ressecção com anastomose na maioria dos casos. A decisão cirúrgica depende da estabilidade hemodinâmica do paciente, do grau de contaminação peritoneal e da extensão da lesão tecidual. No cólon ascendente, a colectomia com anastomose ileotransversa apresenta excelentes resultados em pacientes estáveis.
Indicada em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem necessidade de transfusão maciça, com tempo de isquemia curto e sem contaminação peritoneal fecal grosseira.
Devido ao seu suprimento sanguíneo mais robusto e ao conteúdo luminal mais líquido e com menor carga bacteriana em comparação ao cólon esquerdo.
Lesões destrutivas que comprometem mais de 50% da circunferência ou a vascularização do segmento geralmente requerem ressecção (colectomia) em vez de reparo primário (sutura).
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