Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022
Paciente de 32 anos, foi levado ao hospital por equipe do SAMU, com história de ter sido vítima de facada na região cervical à direta. Ao exame físico observa-se ferimento cortocontuso em zona 1 à direita, com sangramento local sem pulsação que sugira lesão arterial. O paciente apresenta-se acordado, mantendo estabilidade hemodinâmica. Como deverá ser realizada a abordagem deste paciente?
Trauma cervical zona 1 estável → Angiotomografia de pescoço para avaliar lesão vascular/visceral.
Em pacientes com trauma cervical penetrante em Zona 1 e hemodinamicamente estáveis, a angiotomografia de pescoço é o exame de escolha para identificar lesões vasculares ou de outras estruturas vitais, como traqueia e esôfago, antes de qualquer intervenção cirúrgica. A exploração cirúrgica imediata é reservada para pacientes instáveis ou com sinais de lesão grave.
O trauma cervical penetrante é uma emergência médica que exige uma abordagem rápida e sistemática devido à proximidade de estruturas vitais. A região cervical é dividida em três zonas para fins de avaliação e manejo. A Zona 1, que se estende da clavícula até a cartilagem cricoide, é particularmente desafiadora, pois abriga grandes vasos, o ápice pulmonar, a traqueia e o esôfago, tornando as lesões nessa área potencialmente fatais. A avaliação inicial de um paciente com trauma cervical penetrante deve sempre seguir os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a via aérea, respiração e circulação. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, como o descrito na questão, a abordagem diagnóstica é crucial para evitar explorações cirúrgicas desnecessárias e direcionar o tratamento. A angiotomografia de pescoço tornou-se o exame de imagem de escolha para pacientes estáveis com trauma cervical penetrante, especialmente em Zona 1. Ela oferece alta sensibilidade e especificidade para detectar lesões vasculares (aneurismas, pseudoaneurismas, dissecções, tromboses), lesões de via aérea ou esofágicas, e hematomas expansivos. Com base nos achados da angiotomografia, a conduta pode variar desde observação até intervenção cirúrgica ou endovascular, otimizando o manejo e o prognóstico do paciente.
A Zona 1 do pescoço (da clavícula à cartilagem cricoide) é crítica por conter estruturas vitais como grandes vasos (artérias carótidas, veias jugulares, vasos subclávios), ápices pulmonares, traqueia, esôfago e glândula tireoide, tornando lesões nessa área potencialmente graves.
Para um paciente estável, a conduta inicial envolve a estabilização da via aérea (se necessário), controle de sangramento externo e, crucialmente, a realização de exames de imagem como a angiotomografia de pescoço para identificar lesões internas.
A angiotomografia de pescoço permite uma avaliação detalhada das estruturas vasculares e de tecidos moles, identificando lesões arteriais ou venosas, hematomas, lesões de via aérea ou esofágicas, guiando a decisão terapêutica sem a necessidade de exploração cirúrgica desnecessária.
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