HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Homem de 39 anos foi trazido pelo SAMU ao pronto socorro do HEDA, vítima de ferimento por uma faca em zona II cervical à esquerda. Com base nesse caso, assinale a alternativa que apresenta a circunstância em que não está indicada a cervicotomia explorada no tipo de lesão do paciente.
Trauma cervical penetrante: lesão muscular isolada NÃO indica cervicotomia exploradora imediata.
Em trauma cervical penetrante, a cervicotomia exploradora é indicada na presença de sinais de lesão grave (sangramento ativo, hematoma expansivo, saída de ar/saliva, déficit neurológico). Lesão isolada de músculo cervical, sem outros sinais, não é uma indicação absoluta para exploração imediata.
O trauma cervical penetrante é uma situação de alta gravidade devido à proximidade de estruturas vitais como vasos sanguíneos, vias aéreas, esôfago e nervos. A decisão de realizar uma cervicotomia exploradora imediata é crítica e baseia-se na presença de sinais de lesão grave que indicam comprometimento dessas estruturas. A Zona II do pescoço é a mais frequentemente afetada e, embora seja a mais acessível, a exploração não é universalmente indicada. As indicações absolutas para cervicotomia exploradora incluem sangramento ativo e incontrolável, hematoma cervical expansivo, saída de ar pelo ferimento (sugestivo de lesão traqueal), saída de saliva (sugestivo de lesão esofágica), estridor, disfonia, disfagia, déficit neurológico focal e instabilidade hemodinâmica. Esses sinais indicam um risco iminente à vida ou à função de órgãos vitais. Por outro lado, a presença de uma lesão isolada de músculo cervical, sem qualquer um dos sinais de alarme mencionados, não é uma indicação para cervicotomia exploradora imediata. Nesses casos, o paciente pode ser avaliado de forma mais conservadora com exames complementares como angiotomografia, endoscopia ou esofagoscopia, para descartar lesões ocultas antes de decidir pela intervenção cirúrgica. O manejo seletivo é crucial para evitar cirurgias desnecessárias e suas morbidades associadas.
Indicações absolutas incluem sangramento ativo incontrolável, hematoma expansivo, sopro/frêmito, saída de ar ou saliva pelo ferimento, estridor, disfonia, disfagia, déficit neurológico focal e instabilidade hemodinâmica.
A lesão muscular isolada, sem comprometimento de estruturas vitais (vasos, vias aéreas, esôfago, nervos), geralmente não representa risco imediato à vida e pode ser avaliada com exames complementares, evitando uma cirurgia desnecessária.
Em pacientes estáveis, pode-se considerar angiotomografia, endoscopia, laringoscopia e esofagoscopia para avaliar lesões vasculares, de vias aéreas e digestivas.
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