HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Mulher de 19 anos, motociclista, sofreu acidente com linha de cerol e deu entrada na emergência apresentando sangramento e escape de ar em grande quantidade pelo ferimento cervical. Sinais vitais: saturação O2: 75%; PA: 88/56 mmHg; FC: 132 bpm; FR: 26 mrpm. Após os cuidados iniciais, deve-se indicar
Trauma cervical penetrante com instabilidade hemodinâmica e sinais de lesão de via aérea/vascular → cervicotomia exploradora imediata.
Paciente com trauma cervical penetrante, instabilidade hemodinâmica (PA 88/56, FC 132) e sinais de lesão grave (sangramento e escape de ar pelo ferimento, saturação 75%) indica lesão de estruturas vitais. A cervicotomia exploradora é a conduta prioritária para controle da hemorragia e reparo das lesões.
O trauma cervical penetrante é uma emergência médica que exige avaliação e manejo rápidos devido à presença de estruturas vitais em uma área anatômica compacta. As lesões podem envolver vias aéreas, vasos sanguíneos principais, esôfago, nervos e coluna vertebral. A prioridade inicial no atendimento a esses pacientes, como em qualquer trauma, é a estabilização da via aérea, respiração e circulação (ABC do trauma). Em pacientes com trauma cervical penetrante que apresentam instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia) ou sinais de lesão grave de via aérea (escape de ar, estridor, saturação baixa) ou vascular (sangramento volumoso, hematoma expansivo), a cervicotomia exploradora imediata é a conduta de escolha. Essa abordagem permite o controle direto da hemorragia e a reparação das lesões, salvando a vida do paciente. Exames complementares como angiotomografia ou endoscopia são reservados para pacientes estáveis, nos quais há tempo para uma investigação mais detalhada. A decisão pela exploração cirúrgica deve ser rápida e baseada na avaliação clínica. A demora na intervenção em pacientes instáveis com lesões cervicais graves pode levar a desfechos fatais. O residente deve estar apto a identificar os sinais de alarme e a indicar a cirurgia de emergência, compreendendo que a estabilização hemodinâmica e o controle da lesão são primordiais.
Sinais de alarme incluem instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), sangramento ativo e volumoso, escape de ar pelo ferimento (indicando lesão de via aérea), hematoma cervical expansivo, déficit neurológico focal e sinais de lesão esofágica ou traqueal.
Em pacientes instáveis, a cervicotomia exploradora permite o controle rápido da hemorragia e a identificação e reparo das lesões de estruturas vitais (vasos, via aérea, esôfago), que podem ser fatais se não abordadas prontamente. Exames complementares podem atrasar essa intervenção crucial.
O pescoço é dividido em três zonas: Zona I (base do pescoço, clavículas ao cricóide), Zona II (cricóide à mandíbula) e Zona III (mandíbula à base do crânio). A Zona II é a mais comum para lesões e, devido à sua acessibilidade, a cervicotomia exploradora é frequentemente indicada em casos de instabilidade ou sinais de lesão grave.
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