Trauma Cervical Penetrante: Frequência de Lesões e Manejo

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019

Enunciado

Quanto ao trauma cervical e torácico, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Os traumas Contusos são subdivididos em penetrantes e não-penetrantes, quando ultrapassam ou não o músculo platisma, respectivamente.
  2. B) O Esofagograma contrastado está contraindicado pelo risco de mediastinite química.
  3. C) Considerando os ferimentos penetrantes, a frequência de acometimento, em ordem decrescente é vascular, vias respiratórias e esofágica.
  4. D)  A endoscopia digestiva alta está contraindicada na suspeita de perfuração do esôfago.
  5. E) Todas as alternativas estão incorretas. 

Pérola Clínica

Trauma cervical penetrante: lesões vasculares > vias respiratórias > esofágicas.

Resumo-Chave

Em ferimentos penetrantes cervicais, a ordem decrescente de frequência de acometimento é: estruturas vasculares (artérias carótidas, veias jugulares), seguidas pelas vias respiratórias (laringe, traqueia) e, por último, o esôfago. Essa hierarquia é crucial para a avaliação e manejo inicial, direcionando a busca por lesões mais comuns e potencialmente mais graves.

Contexto Educacional

O trauma cervical e torácico representa um desafio significativo na emergência devido à complexidade anatômica e à presença de órgãos vitais. O trauma cervical, em particular, pode ser contuso ou penetrante, sendo este último de maior gravidade devido ao risco de lesões em estruturas vasculares, aéreas e digestivas. A avaliação rápida e precisa é crucial para a sobrevida do paciente, exigindo uma abordagem sistemática e conhecimento da epidemiologia das lesões. No trauma cervical penetrante, a frequência de acometimento das estruturas segue uma ordem decrescente: as lesões vasculares (carótidas, jugulares) são as mais comuns, seguidas pelas lesões das vias respiratórias (laringe, traqueia) e, por fim, as lesões esofágicas. Essa hierarquia orienta a investigação diagnóstica, que pode incluir exames como angiotomografia, laringoscopia, broncoscopia e esofagoscopia. A penetração do músculo platisma é um critério importante para definir a necessidade de exploração ou investigação aprofundada. O manejo do trauma cervical e torácico envolve estabilização hemodinâmica e respiratória, controle de hemorragias e identificação de lesões com risco de vida. Exames como esofagograma contrastado (com contraste hidrossolúvel) e endoscopia digestiva alta podem ser utilizados para diagnosticar lesões esofágicas, embora com cautela. A compreensão da anatomia e da fisiopatologia das lesões é fundamental para a tomada de decisão clínica e para a redução da morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Qual a ordem de frequência das lesões em trauma cervical penetrante?

Em ferimentos penetrantes cervicais, a ordem decrescente de frequência de acometimento é: vascular (artérias carótidas, veias jugulares), seguida pelas vias respiratórias (laringe, traqueia) e, por último, as lesões esofágicas. Essa informação é vital para a priorização diagnóstica e terapêutica.

Qual a importância do músculo platisma no trauma cervical?

O músculo platisma é um marco anatômico importante no trauma cervical. A penetração do platisma define um trauma cervical como penetrante, o que implica um risco maior de lesões em estruturas vitais profundas e geralmente exige uma investigação mais agressiva ou exploração cirúrgica.

Quando o esofagograma contrastado é indicado na suspeita de lesão esofágica por trauma?

O esofagograma contrastado é indicado na suspeita de lesão esofágica por trauma, sendo preferível o uso de contraste hidrossolúvel. Ele ajuda a identificar extravasamentos e a extensão da lesão, minimizando o risco de mediastinite química em caso de perfuração, ao contrário do que se poderia pensar com contraste baritado.

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