UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Quanto ao trauma cervical e torácico, marque a alternativa CORRETA.
Trauma cervical penetrante: lesões vasculares > vias respiratórias > esofágicas.
Em ferimentos penetrantes cervicais, a ordem decrescente de frequência de acometimento é: estruturas vasculares (artérias carótidas, veias jugulares), seguidas pelas vias respiratórias (laringe, traqueia) e, por último, o esôfago. Essa hierarquia é crucial para a avaliação e manejo inicial, direcionando a busca por lesões mais comuns e potencialmente mais graves.
O trauma cervical e torácico representa um desafio significativo na emergência devido à complexidade anatômica e à presença de órgãos vitais. O trauma cervical, em particular, pode ser contuso ou penetrante, sendo este último de maior gravidade devido ao risco de lesões em estruturas vasculares, aéreas e digestivas. A avaliação rápida e precisa é crucial para a sobrevida do paciente, exigindo uma abordagem sistemática e conhecimento da epidemiologia das lesões. No trauma cervical penetrante, a frequência de acometimento das estruturas segue uma ordem decrescente: as lesões vasculares (carótidas, jugulares) são as mais comuns, seguidas pelas lesões das vias respiratórias (laringe, traqueia) e, por fim, as lesões esofágicas. Essa hierarquia orienta a investigação diagnóstica, que pode incluir exames como angiotomografia, laringoscopia, broncoscopia e esofagoscopia. A penetração do músculo platisma é um critério importante para definir a necessidade de exploração ou investigação aprofundada. O manejo do trauma cervical e torácico envolve estabilização hemodinâmica e respiratória, controle de hemorragias e identificação de lesões com risco de vida. Exames como esofagograma contrastado (com contraste hidrossolúvel) e endoscopia digestiva alta podem ser utilizados para diagnosticar lesões esofágicas, embora com cautela. A compreensão da anatomia e da fisiopatologia das lesões é fundamental para a tomada de decisão clínica e para a redução da morbimortalidade.
Em ferimentos penetrantes cervicais, a ordem decrescente de frequência de acometimento é: vascular (artérias carótidas, veias jugulares), seguida pelas vias respiratórias (laringe, traqueia) e, por último, as lesões esofágicas. Essa informação é vital para a priorização diagnóstica e terapêutica.
O músculo platisma é um marco anatômico importante no trauma cervical. A penetração do platisma define um trauma cervical como penetrante, o que implica um risco maior de lesões em estruturas vitais profundas e geralmente exige uma investigação mais agressiva ou exploração cirúrgica.
O esofagograma contrastado é indicado na suspeita de lesão esofágica por trauma, sendo preferível o uso de contraste hidrossolúvel. Ele ajuda a identificar extravasamentos e a extensão da lesão, minimizando o risco de mediastinite química em caso de perfuração, ao contrário do que se poderia pensar com contraste baritado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo