UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, de 18 anos, sofre assalto e recebe ferimento por arma branca em região cervical. É levada a um centro de trauma especializado e na sala de emergência apresenta confusão mental, agitação, murmúrio vesicular presente bilateralmente e simétrico com roncos em ambos os hemitóraces. FR de 32irpm e Sat 02 de 92%, além de hematêmese e sangramento ativo pela lesão. Pressão arterial era de 60x40mmHg e FC de 150bpm. As medidas que devem ser tomadas no atendimento inicial são
Trauma cervical penetrante com choque e via aérea comprometida → Intubação, reposição volêmica (sangue/cristaloide), compressão local e exploração cirúrgica imediata.
Paciente com trauma cervical penetrante, sinais de choque hipovolêmico (PA 60x40 mmHg, FC 150 bpm) e comprometimento da via aérea (confusão, agitação, roncos, SatO2 92%) exige intubação imediata para proteção da via aérea, reposição volêmica agressiva com sangue e cristaloides, compressão local do sangramento e exploração cirúrgica de urgência para controle definitivo.
O trauma cervical penetrante, como um ferimento por arma branca no pescoço, é uma emergência médica que pode envolver lesões graves em estruturas vitais como via aérea, esôfago, vasos sanguíneos (carótidas, jugulares), nervos e coluna cervical. A apresentação clínica varia de acordo com a extensão e localização da lesão, mas sinais de instabilidade hemodinâmica (PA 60x40 mmHg, FC 150 bpm) e comprometimento da via aérea (confusão, agitação, roncos, SatO2 92%) indicam um quadro de extrema gravidade e risco iminente de vida. A hematêmese sugere lesão do trato gastrointestinal superior ou da via aérea com sangramento. A fisiopatologia do choque neste cenário é predominantemente hipovolêmica devido à hemorragia de grandes vasos cervicais. O comprometimento da via aérea pode ser causado por hematoma em expansão, lesão direta da laringe/traqueia ou aspiração de sangue. O atendimento inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com prioridade para o ABCDE. A avaliação da via aérea é crítica, e a intubação orotraqueal é frequentemente necessária para proteger a via aérea e garantir oxigenação e ventilação adequadas, especialmente em pacientes com rebaixamento do nível de consciência ou sinais de obstrução. As medidas que devem ser tomadas no atendimento inicial são a intubação traqueal imediata para controle da via aérea, reposição volêmica agressiva com sangue e cristaloides para combater o choque hipovolêmico, compressão local do sangramento ativo para tentar reduzir a perda sanguínea, e a exploração cirúrgica de urgência em centro cirúrgico para controle definitivo da hemorragia e reparo das lesões. Exames complementares como tomografia cervical, endoscopia ou broncoscopia podem ser úteis, mas não devem atrasar a intervenção cirúrgica em um paciente instável.
Sinais de comprometimento da via aérea incluem confusão mental, agitação, estridor, roncos, disfonia, enfisema subcutâneo, hematoma cervical em expansão e queda da saturação de oxigênio. A hematêmese sugere lesão esofágica ou de via aérea com sangramento.
A intubação orotraqueal é geralmente preferível em trauma cervical penetrante para evitar a passagem do tubo por uma lesão potencial na traqueia ou esôfago, e para permitir uma visualização direta das cordas vocais, minimizando o risco de lesões adicionais e garantindo uma via aérea segura.
A reposição volêmica com sangue e cristaloides é crucial para reverter o choque hipovolêmico causado pelo sangramento ativo. O sangue é essencial para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio, enquanto os cristaloides ajudam a manter a volemia. Ambos são administrados enquanto se busca o controle definitivo da fonte de sangramento.
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