HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Um homem de 23 anos foi atingido na face anterior do pescoço com um bastão. Ele tem equimoses e edema na face anterior do pescoço. A cartilagem tireoide é sensível à palpação e há crepitação à palpação. Não há lacerações externas. O paciente tem piora da rouquidão e aumento do estridor. Qual é o próximo passo no tratamento deste paciente?
Trauma cervical fechado + rouquidão/estridor progressivo + crepitação → Via aérea comprometida, prioridade é proteção cirúrgica da via aérea.
Em um trauma cervical fechado com sinais de comprometimento progressivo da via aérea (rouquidão, estridor, crepitação na cartilagem tireoide), a prioridade absoluta é a proteção da via aérea. A deterioração rápida exige intervenção imediata, muitas vezes cirúrgica, para garantir a ventilação e oxigenação do paciente.
O trauma cervical fechado, especialmente com impacto direto na laringe ou traqueia, pode resultar em lesões graves que comprometem rapidamente a via aérea. A incidência é relativamente baixa, mas a mortalidade é alta se não for prontamente reconhecido e tratado. A avaliação inicial deve seguir os princípios do ATLS, com foco na via aérea (A de Airway). A fisiopatologia envolve fraturas das cartilagens laríngeas (tireoide, cricoide), lacerações da mucosa, edema e hematoma, que podem levar à obstrução progressiva da via aérea. Sinais como rouquidão, estridor, disfonia, dispneia e crepitação cervical são indicativos de lesão laríngea ou traqueal e exigem atenção imediata. O estridor é um sinal tardio e grave de obstrução. O manejo de um paciente com trauma cervical e comprometimento de via aérea é uma emergência. Em casos de estridor progressivo ou instabilidade da via aérea, a proteção cirúrgica (cricotireoidostomia ou traqueostomia) é a conduta mais segura e recomendada, pois a intubação orotraqueal pode ser perigosa e agravar a lesão. A laringoscopia direta pode ser realizada no centro cirúrgico para avaliar a extensão da lesão e guiar a intubação ou o procedimento cirúrgico.
Sinais de alerta incluem rouquidão, estridor, disfonia, dispneia, crepitação à palpação do pescoço, enfisema subcutâneo, dor à deglutição e equimoses/edema cervical. A presença de estridor ou rouquidão progressiva indica obstrução iminente e é uma emergência.
Em casos de trauma laríngeo grave com suspeita de fratura de cartilagem ou edema significativo, a intubação orotraqueal pode ser extremamente difícil, agravar a lesão ou causar um falso trajeto. A cricotireoidostomia ou traqueostomia de urgência oferece uma via aérea mais segura e definitiva, evitando a perda completa da via aérea.
A TC de pescoço é útil para avaliar a extensão da lesão e planejar a abordagem cirúrgica, mas não deve atrasar a proteção da via aérea em um paciente com estridor progressivo. A prioridade é sempre garantir a ventilação e oxigenação antes de qualquer exame de imagem.
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