IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
No traumatismo cervical associado à hematoma expansivo na zona II, a exposição das estruturas do pescoço deve ser feita por
Hematoma expansivo em zona II cervical → cervicotomia exploradora via incisão anterior do esternocleidomastóideo.
Em trauma cervical com hematoma expansivo na zona II, a incisão ao longo da borda anterior do músculo esternocleidomastóideo no lado da lesão oferece o melhor acesso cirúrgico para explorar as estruturas vitais do pescoço, como vasos e vias aéreas.
O trauma cervical é uma emergência cirúrgica que exige avaliação e manejo rápidos devido à presença de estruturas vitais em uma área relativamente pequena. A classificação anatômica do pescoço em zonas (I, II, III) é fundamental para guiar a propedêutica e a abordagem cirúrgica. A Zona II, que se estende da cartilagem cricoide ao ângulo da mandíbula, é a mais frequentemente acometida e a mais acessível cirurgicamente. Um hematoma cervical expansivo é um sinal de alarme que indica sangramento ativo e potencial comprometimento das vias aéreas ou lesão vascular grave. Nesses casos, a cervicotomia exploradora é frequentemente indicada. A incisão cirúrgica ideal para a exploração da Zona II é a incisão longitudinal ao longo da borda anterior do músculo esternocleidomastóideo, no lado da lesão. Essa abordagem permite uma excelente exposição das artérias carótidas, veias jugulares, traqueia, esôfago e nervos importantes, facilitando o controle do sangramento, a identificação e o reparo das lesões. O manejo do trauma cervical requer uma equipe multidisciplinar e a pronta intervenção para preservar a vida e minimizar sequelas.
O pescoço é dividido em três zonas: Zona I (da clavícula à cartilagem cricoide), Zona II (da cartilagem cricoide ao ângulo da mandíbula) e Zona III (do ângulo da mandíbula à base do crânio).
Essa incisão permite um amplo acesso às estruturas vasculares (carótida, jugular), aéreas (traqueia) e digestivas (esôfago) localizadas na Zona II, facilitando a exploração e o controle de lesões.
Sinais de alerta incluem hematoma expansivo, sangramento ativo, sopro ou frêmito, disfonia, disfagia, estridor, enfisema subcutâneo, déficit neurológico e instabilidade hemodinâmica.
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